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Leitos são reservados para pacientes com Guillain-Barré

Visita do Ministro da Saúde Alexandre Padilha ao Hospital Geral Roberto Santos inaugurando a nova UTI cirúrgica e a unidade de Hemodinâmica. Foto: Bruno Ricci/Secom

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) vai reservar dois leitos de cada hospital estadual só para pacientes com suspeita da Síndrome de Guillain-Barré, que já matou uma pessoa na Bahia. Entre os hospitais estão o Couto Maia, Roberto Santos, das Clínicas e de Base de Itabuna, que não é estadual, mas atende pelo SUS.

Nesta quarta-feira (8), a Sesab reuniu centenas de profissionais de saúde no auditório do Hospital Geral Roberto Santos e apresentou o protocolo clínico de atendimento aos pacientes com sintoma da doença, além de alinhar o atendimento nos hospitais. A Síndrome de Guillain-Barré é uma manifestação neurológica na qual o organismo se auto-agride. Em cerca de 65% das ocorrências, a doença surge em pacientes que tiveram um quadro infeccioso anterior.

A Bahia registra aumento no número de ocorrências da síndrome no momento em que enfrenta epidemias de dengue, chikungunya e zika, o que estaria impulsionando a Guillain-Barré. A suposição se fortalece pelas estatísticas e pela literatura médica. Neste ano foram registrados 55 casos da síndrome. Do total, 32 aconteceram em Salvador e 15 foram internados no Hospital Couto Maia, especializado em doenças infectocontagiosas. Todos os casos foram precedidos da dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo aedes aegypti.

Segundo a Sesab, neste ano 45.538 casos de dengue foram notificados na Bahia, contra 8.906 da chikungunya e 32.873 das doenças exantemáticas indeterminadas (aquelas que provocam reação na pele do paciente), categoria na qual se encaixa a zika vírus. A síndrome Guillain-Barré pode causar paralisia e é provocada por diversos vírus, entre eles o epstein barr. O Ministério da Saúde divulgou uma nota em seu site informando que foi identificada uma correlação da doença com a zika, principalmente em áreas onde também há infestação de dengue. Mas o estudo não foi confirmado.

Com informações do jornal A Tarde.

Foto de capa: Bruno Ricci/Secom.

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