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Mitos e verdades sobre a vagina

As perguntas foram respondidas pelo ginecologista, obstetra e sexólogo Elvídio dos Santos

 

A mulher pode ejacular igual o homem, em jatos? 

Não. O órgão sexual feminino não tem força para isso, por conta da formação. Entretanto há mulheres que ejaculam e molham mais que outras. Isso depende de fatores individuais.

A roupa pode influenciar na coloração das partes íntimas?

Não. O que define a cor da região íntima é a melanina, que é definida também pela genética. Se a pessoa é de origem negra, terá a vagina mais escura do que quem é branca. Também depende de fatores hormonais. Quando a mulher está grávida, por exemplo, aumenta a cor por conta do fator hormonal, mas após a gestação pode voltar ao normal. Existem métodos de clareamento, como cremes vaginais e tratamentos feitos com laser.

Existe vagina e grandes lábios de tamanhos anormais?

A questão de tamanho é mais por queixa da mulher. A “anormalidade” depende do incômodo que a mulher possa estar sentindo. Nós temos cautela ao falar sobre esse assunto. A vagina pode realmente estar com um tamanho diferente, e a gente examina. Não existe doença específica que aumenta o tamanho do órgão, mas pode ter alguma patologia que aumenta um dos lábios, como alterações linfáticas.

O hímen pode realmente ser “reconstruído” várias vezes?

Sim, isso pode ser feito desfazendo a ruptura presente na membrana do hímen, dando pontos no local. Isso tem mais a ver com cunho religioso e de relacionamento, já que normalmente quem procura a gente para isso diz que quer reconstruir a vida. Nós tentamos tirar essa ideia da cabeça das mulheres, porque não muda muita coisa realmente. A sensação de “virgindade” não é a mesma, já que na primeira vez a penetração nunca tinha ocorrido e nada havia passado pelo canal vaginal.

A alimentação influencia no “cheiro” da vagina? 

Sim, influencia, já que alimentos mais remosos, como cebola e alho, têm substâncias que causam mau cheiro ou o alteram o odor natural da vagina. O alimento vai para a corrente sanguínea e a secreção da vagina tem partículas do sangue presentes. O estresse também é um fator que influencia nisso, por fatores hormonais. Outros fatores são bactérias e infecções locais. Quando a mulher percebe que o cheiro está diferente e isso incomoda, ela deve procurar um ginecologista para ele fazer uma avaliação, pois pode ser alguma doença.

O ponto G existe mesmo? 

Ele nunca foi descrito de forma anatômica (localizado), mas existe sim. Ele depende de mulher para mulher, pois é o local onde ela sente mais prazer. Normalmente fica a 1,5 cm abaixo da uretra. O ponto G é uma dilatação vascular. Teoricamente, com o tempo o homem e a mulher, com mais intimidade, passam a saber e mapear onde ele fica.

O uso do vibrador pela mulher diminui a sensibilidade?

Não, na verdade acontece o contrário. Com o vibrador e a masturbação a mulher passa se conhecer mais e saber o que pode sentir no momento do sexo.

O que fazer quando o absorvente interno “some” dentro da mulher?

Depende da situação. O absorvente interno fica dentro da vagina, e pode ser puxado pela cordinha que tem nele. Agora, se entrar e a mulher não conseguir retirar, deve procurar um pronto-socorro sim, porque pode causar alguma infecção. Mas o absorvente não some dentro da mulher não. Ele só fica no canal vaginal.

O sabonete íntimo é melhor que o sabonete normal? 

Sim porque tem um PH ideal para a região íntima. O sabonete comum é mais ácido. Mas o sabonete íntimo não pode ser muito utilizado. Tem mulheres que usam toda vez que vão ao banheiro. O ideal é usar uma vez por dia, no máximo duas, senão ele acaba reduzindo a flora de defesa da mulher. No período menstrual, o ideal é usar duas vezes por dia.

Dormir sem calcinha ajuda na higiene íntima? 

Sim, porque as mulheres podem dormir com uma calcinha muito apertada, que fica “arrochando” no ânus. Depois quando encosta na vagina, pode levar bactérias e contaminar essa região íntima.

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Fonte: http://gazetaonline.globo.com

Autor: Kaique Dias | kbenfica@redegazeta.com.br

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