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Unidade de apoio a pessoas com deficiência é inaugurada em Salvador

Unidade de apoio a pessoas com deficiência é inaugurada em Salvador (Foto: Prefeitura de Salvador)
Unidade de apoio a pessoas com deficiência é inaugurada em Salvador (Foto: Prefeitura de Salvador)

Pessoas com deficiência passam a contar, a partir desta terça-feira (24), com mais um importante instrumento na garantia dos próprios direitos de inserção na sociedade. A nova sede do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência (Comped), que abriga também a Unidade para Pessoas com Deficiência do município (UPCD), vai contribuir para corrigir a baixa empregabilidade desse público na capital baiana, no intuito de tornar Salvador uma referência nacional na inserção do segmento no mercado de trabalho.

A cerimônia de inauguração foi realizada pela manhã e contou com as participações do prefeito ACM Neto e do vice, Bruno Reis, acompanhados do chefe de Gabinete do Prefeito, João Roma, da coordenadora da UPCD, Risalva Teles, presidentes de associações para pessoas com deficiência, gestores municipais e convidados. Vinculada diretamente ao Gabinete do Prefeito, a UPCD fica localizada na Rua Engenheiro Lima e Silva, Edifício Fernando José, 399, na Avenida Joana Angélica, mesmo prédio em que hoje fica o Instituto de Previdência do Salvador (IPS/Previs).

De acordo com o prefeito, a UPCD representa o resgate do compromisso e de uma dívida histórica com esta parcela da população. “Este espaço vai servir para acolher tanto o conselho municipal como, também, o conjunto de ações em atenção a este público. É necessário pregar mais ações concretas de inclusão de pessoas com deficiência, considerando um país cheio de desigualdades como o nosso. A marca desta gestão tem sido justamente essa: ouvir a voz das pessoas”, completou ACM Neto.

Funcionamento

A UPCD contribuirá tanto na formação de pessoal qualificado para lidar com os diversos tipos de deficiência, sejam elas motora, visual, auditiva e intelectual, como na oferta de cursos profissionalizantes. Hoje, cerca de 4% das 320 vagas oferecidas em 2017 para pessoas com deficiência, através do Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-Obra (Simm), foram preenchidas de forma definitiva ao longo do ano. Dentre os motivos apontados para este déficit no mercado de trabalho consta a falta de qualificação para determinada área ou, de forma oposta, à oferta de colocações aquém da formação apresentada pelo candidato que se apresenta à vaga. Atualmente, o órgão, localizado no bairro do Comércio, conta com aproximadamente 240 vagas para PCDs.

A presidente da UPCD, Risalva Telles, destacou que parcerias com entidades do setor privado também deverão ser realizadas para facilitar o ingresso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho. “Inclusive, já estamos elaborando, em conjunto com o Ministério do Trabalho, um projeto para garantir que os concluintes dos cursos realizados aqui tenham garantidas uma vaga de emprego”, revelou.

O prédio que agora abriga a UPCD foi totalmente requalificado, recebendo modernos elementos de acessibilidade, conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Elaborada a partir de recursos públicos e privados, a unidade contou com a doação de equipamentos eletrônicos por meio do Ministério Público e do Rotary Club da Bahia. A iniciativa deu vida à implantação da sala de informática para pessoas com deficiência visual. Nas demais alas do prédio, estão dispostas as diretorias, administração, sala de musicoterapia, salão multiuso e sala de cinema.

Conselho

Na ocasião, também foram empossados os 18 novos membros do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência (Comped). Destes, nove são oriundos da gestão pública, enquanto a outra metade é composta por representantes das entidades de apoio às pessoas com deficiência, como a Associação Baiana dos Deficientes Físicos (Abadef), o Ser Down, Associação Baiana de Síndrome de Down e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

O presidente do Comped, Antônio Carlos Barbosa, fez um desafio. “Precisamos trabalhar bastante para que Salvador se torne referência no país nas políticas para as pessoas com deficiência, nos próximos dois anos. Hoje, 90% deste público ainda não é visto pela sociedade. Todos devem ter direito a emprego, educação, cultura e lazer, e precisamos garantir isso”, pontuou.

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