Estado deve se manifestar em processo que apura denúncia contra delegado Ricardo Brito

Imagens do circuito interno de TV do Shopping Boulevard mostram o delegado Ricardo Brito acompanhado de uma mulher
Foto: Reprodução

O Estado da Bahia tem prazo de 15 dias para se manifestar no processo que apura denúncia de enriquecimento ilícito contra o delegado Ricardo Brito, ex-coordenador regional de Polícia Civil de Feira de Santana. O juiz Gustavo Hungria, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública, quer saber se o Estado tem interesse em fazer parte da ação.

Ricardo Brito é réu numa ação civil de improbidade administrativa, movida pelo Ministério Público da Bahia. O delegado está sendo acusado pelo MP de se apropriar da quantia de R$ 13.298,00, resultado de apreensão policial, realizada em fevereiro de 2014.

Conforme o Olá Bahia apurou, o valor teria sido encontrado em poder de Hamilton Freire de Souza e Gleyson do Nascimento Miranda, durante uma operação policial. Ambos teriam sido presos em flagrante pelo crime de receptação.

GUARDA DO VALOR – O MP destaca na ação que o delegado Ricardo Brito, coordenador regional na época, teria determinado a guarda do valor em um armário no setor de investigação da Delegacia. Mas no dia seguinte, toda quantia foi entregue a ele.

Ricardo Brito foi exonerado da Coordenadoria Regional em abril de 2015. Ele foi substituído pelo delegado João Rodrigo Uzzum, que passou a apurar o paradeiro do montante. Em seguida, Brito foi nomeado diretor do Depin (Departamento de Polícia do Interior).

Relata o MP que após várias cobranças feitas ao delegado Ricardo Brito, em função da necessidade de o valor ser depositado em conta judicial, somente três anos depois, o valor foi depositado.

APURAÇÃO – Segundo o MP, o valor foi depositado dia 5 de junho de 2017, às 12h13min, em uma agência da Caixa Econômica Federal, no shopping Boulevard, em Feira de Santana.
O MP apurou que o montante foi retirado da conta corrente da esposa do advogado de Ricardo Brito (Olá Bahia teve acesso ao nome dela, mas decidiu não divulgar). Imagens do circuito interno de tv do shopping, que os promotores tiveram acesso, mostram o delegado Ricardo Brito acompanhado dessa mesma mulher.

Também está descrito na ação que no local onde o delegado Ricardo Brito afirmou ter deixado o dinheiro, um gaveteiro na Delegacia, não foi encontrado nada em seu interior. O armário foi aberto na presença de outra delegada, um perito, uma promotora de Justiça e outro servidor.

O MP pedia na ação, entre outras coisas, indisponibilidade de bens do delegado Ricardo Brito, além do afastamento do cargo.
O delegado Ricardo Brito não foi localizado pelo site Olá Bahia para comentar a necessidade de o Estado se manifestar no processo ou se posicionar quanto às acusações do Ministério Público.

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