Menina de 10 anos é estuprada e morta dentro de casa em Camaçari

Corpo de Milena foi encontrado em cima da própria cama (Foto: Reprodução)

A pequena Milena Alves, de 10 anos, foi estuprada e morta dentro da casa onde morava em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, na tarde dessa quinta-feira (17). O crime aconteceu por volta de 17h, na Rua da Manoela, no bairro Gleba A.

Nas primeiras apurações, ainda na noite de quinta, agentes da 18ª Delegacia (Camaçari) que estiveram no local informaram ao CORREIO que a menina foi estuprada e morta por asfixia dentro da própria casa. À PM, a mãe informou que a janela da casa estava arrombada.

Três suspeitos do crime chegaram a ser detidos, mas após prestar depoimento, foram liberados. Eles negam o crime.

Testemunhas estão sendo ouvidas na Delegacia de Homicídios de Camaçari pela delegada Maria Tereza. Entre as que já prestaram depoimento está a mãe da vítima, Ana Alves.

De acordo com o cunhado de Ana, Daniel Bonfim, 32, a garota saiu na companhia da mãe por volta das 7h para a escola, que fica a 200 metros da rua onde a família mora. A mãe, após deixar a filha, seguiu para o trabalho, uma loja de roupas no centro da cidade.

Volta da escola

A vítima voltava, todos os dias, sozinha para casa. De acordo com Daniel, no dia do crime não foi diferente: a garota chegou em casa depois da aula, no entanto, foi encontrada morta, com sinais de violência sexual, em cima da cama do próprio quarto. A mãe foi a primeira a se deparar com o corpo, logo após chegar do serviço.

“Ela entrou em desespero, saiu gritando, atordoada, pedindo socorro”, conta Daniel.

A garota era responsável por buscar o irmão na creche, à tarde, mas não apareceu na unidade de ensino. A princípio, após chegar em casa e encontrar a filha sem vida, a mãe também achou que o garoto de quatro anos havia sido sequestrado.

“Às vezes, a mãe também buscava o garoto. Quando ela entrou e não encontrou o menino, achou que algo tivesse acontecido com ele também. O menino não estava porque a garota não foi buscá-lo”, acrescentou o cunhado.

A família morava na rua há um ano. Viviam só os três. A mãe é separada do pai das crianças.

Busca por suspeitos

De acordo com vizinhos ouvidos pelo CORREIO, era por volta das 17h quando a mãe encontrou a filha. Três homens que moram em uma viela ao lado da casa da vítima foram considerados suspeitos pela polícia no momento que os militares chegaram ao local.

Os três foram encaminhados para delegacia da cidade, assim que o corpo da criança foi encontrado. Um outro suspeito – um adolescente de 17 anos – foi visto pela última vez na manhã desta quinta (17) por vizinhos saindo com sacolas e algumas caixas. Desde então, ele não foi mais visto. A polícia esteve na casa do adolescente e levou uma cueca do suspeito.

O adolescente, segundo os vizinhos, mora em uma casa de dois cômodos na viela há pelo menos quatro meses. Ele morava com a mulher e a filha, mas as duas saíram de casa há dois meses.

 

Ainda segundo os vizinhos, o adolescente era reservado e tinha pouco contato com o restante dos moradores da viela.

“Até agora ele não voltou. Talvez tenha sido por isso que ele é apontado como suspeito. Quem não deve, não teme. Há uns quatro meses eu aluguei essa casinha pra ele, mas não tinha muito contato”, conta o proprietário das casas da viela, que preferiu não se identificar.

Ouvidos e liberados

Os outros três homens levados pela polícia são o baleiro Lucivaldo Junior, 23, o operador de logística Marlon Santos, 27, e o gesseiro Robnilson Sampaio, 28. Ao CORREIO, eles disseram ser inocentes. Eles foram ouvidos pela polícia na noite dessa quinta e liberados logo em seguida.

“Nós estávamos no fundo da viela quando a polícia chegou. Somos os únicos homens que moram aqui. Fomos levados porque estávamos fumando um baseado. Sou inocente e vou fazer de tudo para contribuir com a investigação e provar a minha inocência”, afirma o baleiro, que mora na viela há cerca de dois meses na companhia da esposa e da filha.

O operador de logística Marlon Santos, 27, também foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento. Ele estava passando pela rua, após o crime, quando foi abordado por policiais. “Eu tinha uma parada pra conversar com uns amigos. Não tenho nada com isso. Foi errado o que fizeram. Parei apenas pra fumar um baseado. Trabalho pra sustentar meu vício, apenas. Só por que sou preto e pobre?”, diz o analista, se defendendo.

Chamado

Policiais militares chegaram ao local após denúncia que a criança havia sido morta vítima de estupro.

“No local, os PMs verificaram o corpo de uma menina de 10 anos com sinais de violência. A mãe da menina relatou aos PMs que havia se ausentado para buscar outro filho na creche e deixou a menor sozinha dentro de casa. Segundo ela, ao chegar à residência, observou que a janela foi arrombada”, afirmou a PM, em nota.

O corpo foi removido do local pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e será enterrado nesta sexta, às 16h, no Cemitério Jardim da Eternidade, no bairro da Gleba H, em Camaçari.

Vale destacar que esta sexta, um dia após o crime, é a data nacionalmente dedicada ao Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

As informações são do Correio 24 Horas

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