Teste do Pezinho: conheça a importância do exame

No Dia Nacional do Teste do Pezinho, lembrado hoje (6), o Ministério da Saúde destaca que o exame gratuito é obrigatório e deve ser realizado em todo e qualquer recém-nascido – preferencialmente, entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê.

Por meio do teste, é possível diagnosticar doenças de forma precoce e iniciar o tratamento rapidamente, diminuindo as chances de que a criança tenha problemas de saúde mais graves causados por patologias como hipotireoidismo congênito, doença falciforme e fibrose cística.

Se o resultado estiver alterado, a família e o ponto de coleta são contatados pelo serviço de referência em triagem neonatal e o bebê é reconvocado para fazer novos exames que podem confirmar ou excluir o diagnóstico.

A pasta alertou que todas as doenças investigadas, se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente, podem levar a quadros clínicos graves, como o atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, e até ao óbito.

Confira a lista de doenças que podem ser detectadas por meio do teste do pezinho:

Hipotireoidismo congênito

Ocorre quando a tireoide do bebê não produz ou produz menos que o normal o hormônio tireoidiano (T4), essencial para o desenvolvimento da criança.

Fenilcetonúria

É provocada por um erro inato do metabolismo caracterizado pelo acúmulo da fenilalanina no sangue.

Doença falciforme e outras hemoglobinopatias

São doenças de herança genética em que há alteração da forma ou na quantidade de hemoglobina, componente essencial do sangue que transposta o oxigênio para os tecidos.

Fibrose cística

Doença genética hereditária em que há o acúmulo de secreções nos pulmões, trato digestivo e em outras áreas do corpo.

Deficiência de biotinidase

Causada por erro inato do metabolismo que leva a um defeito na produção da enzima biotina.

Hiperplasia adrenal congênita

Engloba um conjunto de alterações genéticas caracterizadas por diferentes deficiências enzimáticas na produção de hormônios nas glândulas suprarrenais (localizadas logo acima dos rins).

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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