Bahia comemora mais um Carnaval sem mortes

Foto: reprodução

“Comemoramos mais um Carnaval sem morte, porém notamos a criminalidade buscando outras formas de entrar nos circuitos com armas. Aperfeiçoaremos as ações de combate e repressão neste sentido, em 2020”. A informação é do secretário estadual de Segurança Pública (SSP) Mauricio Barbosa que, nesta quarta-feira 6, deu entrevista coletiva no Wish Hotel da Bahia, localizado no Campo Grande, para revelar os números do balanço final da Operação Carnaval 2019.

Durante a apresentação ele realçou os investimentos feitos pelo governo do Estado, que investiu R$46 milhões apenas em Segurança Pública. Investimento considerado, por ele, como muito merecido. “Desde as festas populares já prevíamos que seria um grande Carnaval e nos preparamos muito. Foram 26 mil profissionais trabalhando entre policiais e bombeiros o que proporcionou a sensação de segurança muito alta. Por isso, a população aprovou em 82,7% a atuação da Polícia Militar,  a mais alta entre as demais representações”, justificou.

Acompanharam a apresentação do balanço da Operação 2019, o subsecretário da pasta, Ary Pereira; os comandantes-gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, coronéis Anselmo Brandão e Francisco Luiz Telles; o delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito Filho e o diretor do Departamento da Polícia Técnica, Elson Jefferson Neves da Silva.

Forças de Segurança

Maurício Barbosa disse, ainda, que o trabalho das forças de segurança resultou em 4.444 mil suspeitos conduzidos e 99 presos em flagrante. “Assim como no Carnaval do ano passado, a folia momesca de 2019, em Salvador, terminou sem registro de crime violento letal intencional, que corresponde a homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte, nos três circuitos oficiais da festa, ou seja, Dodô, Osmar e Batatinha”, comentou.

Nos dados do evento, apresentados durante a coletiva, um dos pontos divulgados com destaque foi referente às câmeras de reconhecimento facial, uma novidade tecnológica empregada pela primeira vez nos portais de abordagem. “Cerca de 3 milhões de rostos foram identificados pelos equipamentos e em um dos casos, o homicida Marcos Vinícius de Jesus Neri, foragido da Justiça, foi detectado e preso”, destacou Mauricio Barbosa.

Ele ressaltou o emprego das tecnologias de vanguarda (as câmeras) instaladas em 12 dos 42 portais com detectores de metal. “Em abril, vamos fazer um teste-piloto na próxima Micareta de Feira de Santana, por ser um evento realizado em circuito fechado. Ano que vem, com as experiências já realizadas, instalaremos elas (as câmeras) em todos os portais de Salvador”. O secretario de Segurança Publica reconheceu que houve falhas no sistema ‘que ainda funciona de maneira empírica’, principalmente, por culpa da Internet, que não sustentava a operação do equipamento.

Boa produtividade

No quesito produtividade – aferido pelo balanço – foi registrada a condução de 4.444 mil suspeitos. Destes, 99 acabaram presos em flagrantes pelos crimes de roubo, furto, lesão corporal, entre outros. “Tivemos um Carnaval com as ruas cheias de baianos e turistas. Com certeza, o público superou o de 2018 e os desafios, também, foram maiores”, comentou o secretário da Segurança Pública. Em seguida informou que 2 milhões de pessoas circularam pela festa, que registrou apenas 1.258 ocorrências. “Mais de 1,7 milhões de pessoas passaram pelos portais e registramos apenas três ocorrências com armas de fogo”.   .

Em razão de uma dessas ocorrências, o titular da Segurança Pública sinalizou que precisa haver uma parceria maior entre Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado na condução da festa. “Como ela não é fechada, tem muitas entradas e saídas pelos circuitos, é preciso maior atenção aos ambulantes. Uma das ocorrências com armas de fogo, por exemplo, contou com a ajuda de um isopor de bebidas. O marginal colocou a arma no espaço reservado aos produtos para entrar no circuito”.

Como novidades no Carnaval, Mauricio Barbosa citou os postos com atendimento relacionado à violência contra a mulher que contabilizaram 10 prisões; adoção de cinco medidas protetivas; e recebimento de sete queixas de importunação sexual. E para casos de racismo e intolerância, que computaram duas situações, sendo uma de homofobia e outra de injúria racial. Completando o balanço, a polícia contabilizou 121 casos de roubos e 891 de furtos.

Fonte: Tribuna da Bahia

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