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Grupo português desiste de resort em área reivindicada por índios

O grupo hoteleiro português Vila Galé anunciou que vai cancelar a construção de um resort de luxo no litoral da Bahia. A decisão, saiu depois de integrantes da tribo Tupinambá, além da pressão pública, protestarem contra o anúncio.

A informação da construção do resort foi divulgada depois da Embratur, subordinada ao Ministério do Turismo, enviar um ofício à Funai manifestando “interesse no encerramento” do processo de demarcação de terras do povo Tupinambá. Na ocasião, o grupo Vila Galé afirmou que traria R$ 200 milhões e geraria cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos.

Por causa disso, o grupo de indígenas chegou a fazer uma mobilização em Brasília, no mês passado, para cobrar maior celeridade no processo de finalização da demarcação de terras do grupo. Com uma população de 4.631 indígenas, a tribo Tupinambá de Olivença luta desde 2003 para que a terra seja declarada como reserva. A Fundação Nacional do Índio (Funai) aprovou o pedido em 2009, e a Justiça decidiu unanimemente em favor aos tupinambás em 2016.

No entanto, a tribo ainda precisa da assinatura final do Ministério da Justiça e do presidente Jair Bolsonaro para que o status de proteção do território se torne oficial. Apesar dos múltiplos pedidos, nada foi feito desde então.

Na semana passada, o Conselho Nacional de Direitos Humanos demandou que o governo Bolsonaro acelere a demarcação final da terra Tupinambá, localizada na Mata Atlântica no sul da Bahia. (G1)

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