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Henrique e Juliano têm de pagar R$ 300 mil à família de funcionário que morreu em palco

Henrique e Juliano terão de pagar indenização de R$ 300 mil à família de funcionário que morreu em palco da dupla — Foto: Joilson César/Ag Haack

Carlos de Souza levou um choque enquanto fazia reparos na estrutura. Também ficou acordado que os pais da vítima recebam uma pensão de um salário mínimo enquanto estiverem vivos.

A dupla Henrique e Juliano deve pagar R$ 300 mil por danos morais à família de um funcionário que morreu eletrocutado enquanto fazia reparos no palco onde os cantores se apresentariam. Além da indenização, acordada nesta terça-feira (11), ficou decido que os pais da vítima, Carlos Barbosa de Souza, recebam, cada um, uma pensão no valor de um salário mínimo enquanto estiverem vivos.

O advogado que representa a dupla e a empresa WorkShow Produções Artísticas, Maurício Vieira de Carvalho, disse que o resultado era o esperado pela defesa. “Nós ficamos satisfeitos com o resultado do processo. A empresa prestou todo o apoio para a família desde que aconteceu o acidente e agora não seria diferente”, disse.

Já a advogada da família de Carlos, Paula Ramos Nora de Santis, disse que o valor acordado não foi o que a família esperava, mas que decidiu aceitar para evitar mais desgaste, já que os pais de Carlos são idosos e tiveram que se deslocar cerca 800 quilômetros de Tocantins, onde moram, até Goiânia, onde aconteceu a audiência.

“Os dois já são idosos, estão cansados e sofreram muito com a perda do filho. Poderia ter sido mais justo o valor, mas tivemos que aceitar porque eles precisam descansar, precisam voltar pra casa”, disse a advogada.

A audiência de indenização foi realizada na 1ª Vara do Trabalho de Goiânia e foi presidida pelo juiz Édison Vaccari, que não quis comentar o resultado do processo. Além dos pais de Carlos, estiveram presentes no tribunal os nove irmãos da vítima e mais três advogadas.

Os cantores Henrique e Juliano não compareceram à audiência. Eles foram representados pelo advogado e outros dois funcionários.

Carlos morreu em fevereiro de 2019, em Uberaba, Minas Gerais. Após receber a descarga elétrica, ele caiu de uma altura de 6 metros e teve uma parada cardíaca. Ele chegou a receber atendimento dos bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

Fonte: G1

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