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Ex-patroa disse ao delegado que ‘simulou’ apertar botão do elevador

O advogado de Sari Corte Real, Pedro Avelino, revelou parte do que disse à polícia a ex-patroa da doméstica Mirtes Souza, mãe de Miguel Otávio, que morreu após cair de um prédio de luxo no Recife em 2 de junho. A primeira-dama de Tamandaré, que estava responsável pelo menino quando ele caiu do 9º andar, prestou depoimento ontem (29), assim como o marido dela, o prefeito Sérgio Hacker (PSB).

De acordo com Avelino, Sari contou ao delegado Ramon Teixeira, que investiga o caso, que não apertou o botão do elevador, enviando Miguel para andares superiores do edifício como parece demonstrar as imagens da câmera de segurança. No depoimento, a primeira-dama disse que apenas “simulou” apertar o botão para que o menino saísse do local, afirmou o advogado à TV Globo.

Ainda segundo o advogado, Sari declarou que a simulação era uma tentativa de convencer Miguel a sair do elevador, pois, em outras seis vezes, o menino entrou e saiu do mesmo. Também conforme informações de Pedro Avelino, a primeira-dama disse ser solidária a Mirtes, mas afirmou que não era responsável pela morte de Miguel.

Na delegacia, Sari afirmou também que telefonou pra Mirtes três vezes, mas que todas as chamadas caíram na caixa-postal, ainda de acordo com o defensor da ex-patroa.

Na tarde do dia 2 de junho, a mãe de Miguel havia descido do apartamento de Sari para passear com a cadela da família e deixou o filho aos cuidados de Sari. O menino entrou no elevador de serviço, e a patroa da mãe parece apertar o botão que leva à cobertura.

Sozinho, ele apertou vários botões. Parou primeiro no sétimo andar, mas não desceu. Subiu mais dois andares, saiu e abriu uma porta. Apenas um minuto depois, ele caiu no térreo. De acordo com a perícia, a queda foi de uma altura de 35 metros.

As câmeras de segurança registraram que, antes de subir sozinho, Miguel entrou outras quatro vezes nos elevadores e foi convencido por Sari a sair. Na segunda-feira (8), os peritos voltaram ao prédio e foram categóricos: “Foi acidental”, disse o perito criminal André Amaral, do Instituto de Criminalística de Pernambuco.

Sari foi autuada em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e pagou fiança de R$ 20 mil para responder ao processo em liberdade. Em nota, o advogado afirmou que a ex-patroa de Mirtes está profundamente abalada e que é solidária ao sentimento da família.

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