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Apple Watch no Brasil estreia função de eletrocardiograma

O Apple Watch no Brasil passará a contar com eletrocardiograma a partir da próxima atualização de sistema. A Apple anunciou, hoje (09), a liberação da tecnologia, que é muito aguardada por usuários devido às inúmeras possibilidades envolvendo saúde e bem-estar. O recurso ajuda a fazer o exame diretamente no pulso e registrar o ritmo cardíaco. Em última análise, é capaz de salvar vidas.

Há muita expectativa em torno do assunto desde que a Anvisa liberou o app ECG e as notificações cardíacas como “produtos de software para dispositivos médicos Classe II” no país. A informação foi divulgada pela agência no fim de maio.

Na ocasião, o órgão definiu que os recursos do Apple Watch servem como medida complementar, mas não substituem os procedimentos clínicos. O recurso de notificação de ritmo cardíaco irregular auxilia na identificação da fibrilação atrial (AFib), tipo mais comum de arritmia cardíaca. Quando não tratada, ela pode levar ao derrame, a segunda causa mais comum de mortes no mundo.

Para utilizar todos os recursos é preciso ter o Apple Watch 4 ou o Apple Watch 5 funcionando em conjunto com o iPhone. As gerações mais recentes do acessório contam com eletrodos na Coroa Digital (aquele disco lateral) e na parte de trás, que fica em contato permanente com o pulso. Os sensores trabalham em conjunto para gerar um eletrocardiograma de derivação única.

Assim que o app ECG estiver liberado no país, será necessário ativá-lo, posicionar o polegar sobre a Coroa Digital e aguardar 30 segundos. O próprio relógio faz a leitura e classifica o resultado como fibrilação atrial, ritmo sinusal, frequência cardíaca alta, frequência cardíaca baixa ou inconclusivo. O dono do aparelho tem ainda a opção de adicionar os sintomas que está sentindo.

A Apple recomenda que os usuários leiam com atenção todas as instruções que serão exibidas na tela do iPhone. O aplicativo pergunta, por exemplo, a idade da pessoa, já que o ECG e a detecção de AFib é destinada a maiores de 22 anos. Além disso, a empresa explica que os pacientes já diagnosticados com este tipo de doença não devem utilizar a função.

O próprio aplicativo de ECG também informa quais situações não são cobertas pela tecnologia, como pressão alta e colesterol alto. A gigante da tecnologia também reforça que o Apple Watch não é capaz de detectar ataques cardíacos.

Foi o caso do brasileiro Jorge Freire. No começo deste ano, ele levou um susto ao receber um alerta de que a frequência cardíaca estava em 140 BPM (batimentos por minuto) por mais de dez minutos. O publicitário buscou ajuda médica, foi diagnosticado com taquicardia e ficou no pronto-socorro para tratamento

“Posso dizer que o Apple Watch 5 me salvou. Não estava sentindo nada e poderia ter ficado com essa taquicardia por horas. E o resultado disso, bem, você já sabe…”, disse o publicitário à época. A postagem dele em redes sociais viralizou e motivou até mesmo um e-mail do CEO da Apple, Tim Cook.

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