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Familiares de presos realizam protesto para pedir a liberação das visitas ao local

Familiares de detentos protestaram em frente ao Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, nesta quarta-feira (29), para pedir a liberação das visitas ao local, que estão suspensas desde março, por causa da pandemia da Covid-19.

O grupo argumenta que as visitas são importantes para que os familiares possam, além de ver os parentes, entregar alimentos e os medicamentos para doenças crônicas. Várias mulheres, que estão no ato, exibem cartazes e gritam palavras de ordem no local.

“A gente não sabe se eles estão se alimentando direito. Nem a assistente social entra em contato com a gente. Meu esposo tem asma. Somos da família e a gente não pode entrar. Eu dei os remédios para a advogada, para ela tentar entregar para ele, mas nenhum remédio chegou nas mãos dele”, disse uma das mulheres que estavam no local e não teve nome divulgado.

“Meu irmão tem diabetes tipo 1. A gente que trazia a insulina para ele. Mas agora a gente já não sabe mais de nada. A gente vem perguntar e eles não dão informações”, disse outra mulher, que também não teve nome divulgado..

Nesta quarta, durante o protesto, o grupo estava acompanhado do presidente do Instituto Anjos da Liberdade, que dá suporte jurídico para os familiares dos presos. “Nós oficiamos as diretorias das unidades prisionais, oficiamos a Seap [Secretaria de Administração Penitenciária], sobre a necessidade dos familiares dos pressos terem acesso aos familiares que estão presos. A resposta da Seap é que eles estão seguindo normas sanitárias e de que nada poderia ser feito durante a pandemia”, pontuou Eric Moraes, o presidente com do instituto.

Segundo a Seap, “todas as unidades prisionais do estado estão promovendo o contato dos presos com seus familiares seja por meio de vídeo chamada, áudio ou carta”.

A Seap disse ainda que “a suspensão das visitas é uma decisão conjunta dos poderes Executivo e Judiciário e, tem por finalidade, proteger os presos da contaminação nesse momento de pandemia. Ainda não temos como prever o fim da suspensão das visitas e, por isso, ela é reanalisada pelo Comitê Interinstitucional há cada 15 dias”.

Na mesma nota, a secretaria pontuou que “quanto a doação de alimentos ou medicamentos, por parte dos familiares, não há necessidade, pois o estado fornece ambos a todos os presos. Além disso, há um grande risco da transmissão do Covid através desses produtos”. (G1)

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