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Morador de Feira de Santana diz que ‘Tchê Tchê Rere’ lhe rendeu mais de R$ 5 milhões

Gusttavo Lima não é o intérprete mais famoso de “Balada (Tchê Tchê Rere)”. Ela foi gravada por Bob Esponja, na versão alemã do desenho. Difícil pensar em um elogio maior do que “Bombou tanto que tem uma versão cantada em alemão pelo Bob Esponja”.

O tal do “Tchê Tchê Rere” foi criado há 10 anos pelo então bancário baiano Cássio Sampaio. Mas foi em 2012 que virou hit europeu. Chegou ao terceiro lugar na Alemanha e ficou em primeiro na Suíça, na Holanda, na Bélgica e na Itália.

Os lucros com direitos autorais mudaram a vida de Cássio. “Eu tive a cabeça no lugar, né? Hoje eu sou empresário, tenho fábrica de cama, de produtos químicos. ‘Balada’ me deu uma condição muito boa”, explica o autor ao G1.

Cássio diz que não pode falar de valores mensais recebidos, porque os números variam. “Mas eu posso te falar que são alguns milhões que eu ganhei com ‘Balada’. Mais de R$ 5 milhões. Assim, mas não chegou a 10 ainda não, mas essa faixa, 6 milhões, alguma coisa assim.”

Hoje, Cássio mora em Feira de Santana (BA), tem 40 anos, é casado e tem um filho de 8 anos e uma filha de 9. Ele ainda compõe xotes e forrós, publicados no Instagram dele, mas se dedica mais às empresas que tem. Ele conta que ainda cai dinheiro de “Balada” na conta:

“Rapaz, de vez em quando cai, viu? Acontecem umas surpresas boas, né? Eu quando viajei, escutei em Miami… Amigos estão sempre gravando nas boates, na Ucrânia, Suíça, Holanda, aí mandam pra mim.”

Hoje, mais de 70% dos direitos recebidos vêm do exterior. “Ainda vem um direito autoral muito bom. Às vezes, mas não é como 2012, 2013, 2014, que era avassalador.” “Balada” foi composta em um fim de noite de “uma das piores fases da vida” do ex-bancário. Ele morava em Salvador, em um apartamento quarto e sala, enquanto a esposa morava em Feira de Santana.

“Aí eu cheguei à noite em casa, arretado com alguma coisa. Só que minha esposa me ligou e ela me viu agoniado”. Foi quando ele pediu para desligar o telefone.

“Eu falei ‘não to afim de conversar não’. Já era umas 11h da noite. Aí ela falou ‘beijo, me liga’, falou bem rápido assim… Aí eu corri pro violão e veio uma melodia na hora e aí comecei. ‘Beijo, me liga’. Depois eu troquei ‘gata, me liga’. Aí pronto. Já veio rápido a música.”

“Mas eu não terminei, né? Você sabe que baiano é preguiçoso. Eu comecei de noite, mas fui terminar de manhã. Aí de manhã, peguei o telefone de novo e terminei a música. Foi rapidinho. Se for ver, não deve ter sido coisa de 20 minutos a música pronta.”

A equipe responsável pela carreira de Gusttavo Lima ouviu a música nas versões das bandas baianas Estakazero e Cangaia de Jegue. Depois, o Aviões do Forró também tocou a música em shows. “Balada” é mais um exemplo de música que estourou primeiro no nordeste e foi exportada para o resto do Brasil por meio de uma versão sertaneja. (g1)

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