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‘Podemos vacinar contra a Covid-19 em janeiro’, diz diretor do Butantan

Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Instituto Butantan fez acordo com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science para testar e produzir o medicamento em larga escala. Os ensaios clínicos acontecem em seis estados e envolvem 9.000 voluntários em 12 centros de pesquisa.

A vacina depende de resultados positivos de eficácia e segurança para obter registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Estudo divulgado ontem, mostrou que a CoronaVac se mostrou eficaz e segura na fase 2 de testes em 600 voluntários que receberam doses do imunizante na China.

Cada voluntário tomou duas doses, sendo que metade deles recebeu a vacina propriamente dita e a outra metade, um placebo, uma substância sem efeito algum. Esse método é utilizado para verificar posteriormente se quem tomou a vacina ficou de fato protegido em comparação a quem tomou o placebo.

De acordo com o estudo, não houve nenhuma reação adversa grave que tenha comprometido a segurança da vacina. Alguns voluntários tiveram apenas leve dor no local da aplicação. A vacina chinesa desenvolvida pela Sinovac Life Science é uma das mais promissoras do mundo porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas.

O laboratório asiático já realizou testes em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra o coronavírus.

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