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Dedé Santana pede ajuda para circo que ficou sem combustível

Com os espetáculos suspensos por causa da fase vermelha, um circo que chegou a Bauru (SP) em janeiro deste ano encontra dificuldades para deixar a cidade. Os artistas estão em busca de doações para comprar combustível e até fizeram campanha online. O trapalhão Dedé Santana, considerado o embaixador do circo no Brasil, enviou um vídeo aos colegas artistas pedindo para que a prefeitura ajudasse o circo que está em Bauru neste momento de dificuldade financeira.

“Eu não preciso falar das dificuldades que os circos estão passando, aliás a classe artística foi duramente atingida, mas o circo trabalha hoje para comer amanhã. E eu ‘tô’ aí com meu amigo Tititi com grande dificuldade e queria pedir à senhora [prefeita Suéllen Rosim] encarecidamente que desse uma mão para ele aí”, pede Dedé na gravação.

Com a repercussão do vídeo, de acordo com a assessoria de imprensa do município, a prefeita fez a doação de 13 cestas básicas para as famílias do circo. A turnê do espetáculo chegou em Bauru no mês de janeiro deste ano, quando a cidade estava na fase laranja do Plano São Paulo. No entanto, em 22 de janeiro, o município foi rebaixado para a fase mais restritiva da quarentena, a vermelha, e todos os serviços não essenciais tiveram que ser proibidos.

Por causa disso, após fazer apenas os espetáculos de estréia por três dias, as atividades do circo precisaram ser interrompidas. A continuidade da turnê dependia do dinheiro da bilheteria das apresentações que estavam planejadas, mas não aconteceram. E, por isso, o circo ficou sem recursos para comprar o combustível necessário e se locomover até outras cidades onde podem continuar o seu trabalho. Sem perspectiva de quando as atividades não essenciais retornam em Bauru e sem dinheiro, as 13 famílias que compõem a equipe de 47 pessoas do circo ficaram presas na cidade.

Uma solução surgiu quando, junto com um morador do município, o responsável pelas relações públicas do circo criou uma vaquinha online para arrecadar os R$ 8 mil necessários para a partida do grupo. “Se conseguirmos a ajuda que estamos esperando e não liberar para trabalhar, vamos embora semana que vem”, conta Sandro Lima, responsável pelas relações públicas. A ação gerou comoção e, além da vaquinha, muitas pessoas estão entrando em contato com Sandro por telefone para ajudar.

“O pessoal da cidade se prontificou a ajudar com essa vaquinha e as pessoas estão ajudando de todas as formas. Alguns pedem o Pix e já fazem a doação”, relata o relações públicas.

De acordo com Sandro, o circo já conseguiu alcançar o valor de R$ 4 mil com todas as doações e conseguir o valor total pedido na vaquinha vai ajudá-los a sair da cidade e continuar a fazer o seu trabalho. “O circo é tudo pra gente, de onde a gente sobrevive, brinca, trabalha, a gente vive do circo e, na realidade, só queríamos trabalhar”, fala.

O circo já está na sua terceira geração e faz apresentações em toda a América Latina. A vaquinha está disponível na internet. (G1)

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