in ,

Mesmo sem carnaval, SP mantém repasse a escolas e agremiações

Apesar de o carnaval de 2021 ter sido cancelado definitivamente na cidade de São Paulo, a prefeitura ainda mantém o repasse de cerca de R$ 33 milhões para as escolas de samba, blocos e cordões carnavalescos da cidade.

Mesmo com a pandemia, em novembro de 2020 a Secretaria Municipal do Turismo e a SPTuris assinaram um contrato de apoio institucional às entidades carnavalescas, prevendo o repasse de verba para cerca de 46 agremiações da capital paulista, como acontece todos os anos. Em nota, a gestão municipal diz que “estão sendo estudadas alternativas para aplicação [da verba] nos desfiles de 2022”.

Os valores para viabilização dos desfiles de 2021 seriam repassados em sete parcelas de vencimento mensal, que seriam pagas até o mês de abril. Na ocasião da assinatura do acordo, a cidade ainda tinha a perspectiva de realizar o carnaval neste ano, com desfiles previstos entre maio e julho. Porém no dia 12, o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou o cancelamento definitivo das festividades na cidade, em virtude do agravamento da pandemia do coronavírus.

Apesar disso, a Secretaria de Turismo reservou um dia depois do cancelamento do carnaval cerca de R$ 20,4 milhões para manter os pagamentos restantes das parcelas 3,4, 5, 6 e 7 do acordo com a SPTuris e as entidades carnavalescas, conforme publicação no Diário Oficial do último sábado (13).

As primeiras duas parcelas do contrato foram pagas em novembro e dezembro, totalizando cerca de R$ 12,8 milhões, conforme o contrato assinado entre as partes. A Prefeitura de São Paulo confirmou a existência do contrato de apoio institucional às escolas e agremiações, mas não disse se vai cancelar os repasses em 2021. A gestão Covas afirmou apenas que “estão sendo estudadas alternativas para aplicação [da verba] nos desfiles de 2022”.

“A Prefeitura de São Paulo esclarece que o Carnaval de São Paulo teve seu cancelamento anunciado nesta sexta-feira, 12 de fevereiro. O contrato firmado com a SPturis, ainda em 2020, é de R$ 33 milhões e neste momento estão sendo estudadas alternativas para aplicação nos desfiles de 2022”, diz a íntegra da nota.O presidente da União das Escolas de Samba de São Paulo (UESP), Alexandre Magno, defende a manutenção dos repasses, mesmo sem carnaval, para “garantir a sobrevivência do setor nesse momento de pandemia”.

“A UESP defende que seja mantido os ‘investimentos dos cachês artísticos’ e, sobretudo, a realização de atividades alternativas para fim de prestação de contas, pois não se pode desprezar a importância da ‘cadeia produtiva do carnaval’, que é um sistema que abastece a mesa de milhares de famílias de nossas comunidades, já que gera milhares de empregos diretos e indiretos no comércio, serviços, indústria e nas organizações do terceiro setor”, afirmou Magno.

Mercado do bitcoin supera trilhão de dólares

Dedé Santana pede ajuda para circo que ficou sem combustível