Facebook e Instagram estão fora do ar na tarde desta quarta-feira (13). Não é possível comentar ou publicar conteúdo no Facebook — tanto em perfis pessoais quanto páginas. No Instagram, uma das mensagens exibidas é “Erro de rede desconhecido”, a outra é “Ops. Ocorreu um erro. Estamos trabalhando para resolvê-lo o mais rápido possível”. O feed da rede de fotos também parou de carregar para algumas pessoas. Segundo relatam usuários no Twitter, não é possível postar Stories, enviar Direct e há casos em que o app é desconectado e não é possível fazer login novamente. No momento, o WhatsApp também apresenta erro para enviar áudios e imagens e o Messenger também tem falhas, mostrando apenas conversas antigas.
Os problemas ocorrem na versão web e nos aplicativos para Android e iPhone (iOS). O site Down Detector, que registra problemas de acesso em sites, indica que o pico de reclamações ocorreu a partir de 13h. Entre os países mais atingidos estão, principalmente: Brasil, Estados Unidos, França, Reino Unido e Alemanha.
No Facebook, uma das mensagens exibidas fala que o site está “fora do ar para manutenção”. Também foram registradas falhas de login, erros na publicação dos posts e comentários. De acordo com os usuários, o upload de fotos também está comprometido.
A hashtag #facebookdown está nos Trending Topics do Twitter como o segundo assunto mais comentado do mundo no momento.

Procurado pelo TechTudo, Instagram e Facebook afirmaram estar inteirados do bug e trabalhando para resolvê-lo: “estamos cientes de que alguns usuários estão relatando problemas para acessar alguns aplicativos do Facebook. O time global já está trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível”.
ssa não é a primeira vez que os aplicativos de Mark Zuckerberg têm problemas em 2019. No mês de janeiro, o WhatsApp parou de funcionar por alguns minutos. Em fevereiro, o Instagram apresentou erro para carregar o feed, além de um bug que reduziu o número de seguidores de vários usuários da rede social.

Amarildo desapareceu no dia 14 de julho de 2013, na Rocinha. (Foto: Reprodução)

Quatro dos 12 PMs que estavam presos pelo desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, na Rocinha, em 2013, foram absolvidos em segunda instância nesta quarta-feira (13).

Desembargadores da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça determinaram a soltura imediata dos ex-PMs Jairo da Conceição Ribas e Fábio Brasil da Rocha da Graça, ambos condenados em primeira instância a dez anos e quatro meses, e as policiais Rachel de Souza Peixoto e Thaís Rodrigues Gusmão, que iriam cumprir penas de nove anos e quatro meses. Jairo e Fábio foram expulsos da PM após o crime.

Na decisão, os magistrados reduziram a pena do tenente Luiz Felipe Medeiros, subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, então subcomandante da UPP da Rocinha à época do crime. Ele foi absolvido do crime de fraude processual, mas segue preso.

Foram negados os recursos dos demais réus: major Edson Raimundo dos Santos Santos, condenado a 13 anos de prisão; dos ex-soldados Felipe Maia Queiroz, Wellington Tavares da Silva, Anderson César Soares Maia, Jorge Luiz Gonçalves Coelho e Marlon Campos Reis, todos condenados a dez anos e quatro meses; e do também ex-soldado Douglas Roberto Vital Machado punido com mais de 11 anos de prisão.

Amarildo desapareceu no dia 14 de julho de 2013, na Rocinha. A investigação da Polícia Civil e do Ministério Público conseguiu comprovar que o ajudante de pedreiro foi levado para a base da UPP por PMs a mando do comandante da UPP. Eles acreditavam que Amarildo sabia onde traficantes da comunidade escondiam armas e drogas. A Justiça concluiu que Amarildo foi torturado até a morte. O corpo do ajudante de pedreiro até hoje não foi encontrado.

Foto: Divulgação

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2019 deve chegar a 228,8 milhões de toneladas, 1% superior a 2018 (mais 2,3 milhões de toneladas). Essa é a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A previsão é 0,8% inferior à divulgada em janeiro (menos 1,9 milhão de toneladas).

A estimativa da área a ser colhida chegou a 61,9 milhões de hectares, com aumento de 1,7% frente a 2018 e queda de 0,3% em relação ao levantamento de janeiro (menos 187,7 mil hectares).

O arroz, o milho e a soja representaram 93,3% da estimativa da produção e responderam por 87,3% da área a ser colhida. Em relação a 2018, houve aumento de 3,3% na área do milho, 1,7% na área da soja e queda de 9,4% na área de arroz.

Na produção, ocorreram quedas de 3,8% para a soja, de 10,9% para o arroz e aumento de 9,8% para o milho.

A estimativa da produção de algodão foi de 5,6 milhões de toneladas, aumento de 3,7% em relação ao janeiro, recorde da série histórica do IBGE.

A estimativa da produção de arroz (em casca) caiu 6,2% em relação ao mês anterior, correspondendo a uma redução de 696 mil toneladas. Houve quedas de 2,1% na área plantada, de 3,0% na área a ser colhida e de 3,3% no rendimento médio. A produção deve alcançar 10,5 milhões de toneladas.

A produção estimada para o feijão em grão, considerando-se as três safras do produto, foi de 2,9 milhões de toneladas, com aumento de 0,3% em relação a janeiro. Em relação à safra de 2018, a produção total deverá ser 1,2% menor.

Fonte: Informações Tribuna da Bahia

Comumente, diz-se que “pedofilia é crime”, mas não é exatamente assim. Pedofilia é uma doença classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde os anos 60. Segundo o Código Penal brasileiro, o que é crime é o abuso sexual de menores de 14 anos e consumo e distribuição de pornografia infantil.

A discussão sobre pedofilia é tabu em boa parte do mundo, mas especialistas lutam para que o diagnóstico e o tratamento do pedófilo sejam mais amplamente divulgados. A razão é simples: o tratamento pode evitar que pedófilos se tornem abusadores e criminosos e, logo, que haja menos vítimas.

“As pessoas pensam que quando falamos que transtorno pedofílico é uma doença, estamos protegendo o indivíduo pedófilo em detrimento da vítima. É proteger a vítima e averiguar se aquele que molestou a criança de fato é ou não portador de pedofilia. A grande maioria dos molestadores de criança não é portadora deste problema”, diz Danilo Baltieri, médico-psiquiatra da Faculdade de Medicina do ABC e resposável pelo Ambulatório ABCSex, que trata pedófilos.

Pedofilia é classificada como doença pela OMS. — Foto: Roberta Jaworski/Arte/G1

Baltieri também explica que ao redor do mundo, não são muitos os especialistas na área. Doenças crônicas como depressão, diabetes e hipertensão ganham mais atenção da medicina tamanho o tabu.

“Existe uma dificuldade do profissional da saúde em enfrentar este tema, que não é fácil. Existe um preconceito público enorme, o que é totalmente compreensível, e o assunto é complexo mesmo. É difícil”, explica.

“Os pacientes com o chamado transtorno pedofílico em geral necessitam de abordagens interdisciplinares. Não só do médico. Ele precisa do psicólogo, do assistente social, é necessário o apoio da família”, completa Baltieri.

O que é pedofilia?

A pedofilia é um distúrbio parafílico, ou seja, é um comportamento sexual que não segue a normalidade, como a necrofilia (o desejo de ter relações sexuais com cadáveres) ou a zoofilia (o desejo sexual por animais). Na pedofilia, a pessoa tem interesse intenso e persistente por crianças.

Segundo a OMS, os distúrbios parafílicos são caracterizados por padrões persistentes e intensos de excitação sexual atípica, manifestados por pensamentos sexuais, fantasias, impulsos ou comportamentos, cujo foco envolve outros cuja idade ou status os torna pouco dispostos ou incapazes de consentir e nos quais a pessoa agiu ou pelo qual ele ou ela é marcadamente angustiado.

Este tipo de comportamento não é considerado uma orientação sexual como a heterossexualidade, homossexualidade e a bissexualidade.

Por que tratar pedófilos?

Não existe cura para as parafilias. Logo, a pedofilia também não tem cura. O que isso significa? Que os pedófilos conviverão com o problema por toda a vida e que por isso é necessário tratamento. Não há como mudar o interesse destas pessoas, mas com a terapia é possível ajudá-los a controlar e não agir a partir de seus impulsos.

O tratamento pode ajudar que não haja novas vítimas e para que aqueles que já cometeram algum crime não voltem a fazê-lo.

Tratar pedófilos é um desafio da medicina.

“Nenhum de nós é contra a pena de prisão. Nós somos a favor. O que nós somos contra é a falta de tratamento dentro e fora das penitenciárias”, diz Baltieri.

Para Antônio Serafim, piscólogo que coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (NUFOR ) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, outro problema é generalização do termo.

“Como há confusão sobre o termo pedofilia, as pessoas tendem a generalizar. Qualquer pessoa que pratica abuso é chamado de pedófilo e, logo, criminoso. Esta situação impede que reais pedófilos procurem ajuda”.


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O cardeal George Pell, ex-tesoureiro do Vaticano, foi condenado a 6 anos de prisão, nesta quarta-feira, por abusar sexualmente de dois meninos de um coral de Melbourne nos anos 1990, e ficará registrado como criminoso sexual pelo resto da vida.

Foto: Reprodução

O juiz Peter Kidd, chefe do tribunal do condado de Vitória e que pronunciou a sentença ao vivo pela televisão, disse haver uma possibilidade concreta de que Pell, estando com 77 anos, passe o resto da vida na prisão.

O cardeal, que foi um dos principais assessores do papa Francisco, é o católico mais graduado a ser condenado por abuso sexual infantil.

Sua queda leva ao cerne da administração papal um escândalo de abusos que vem destruindo a credibilidade da Igreja nos Estados Unidos, Chile, Austrália e outros lugares nas últimas três décadas.

“Em minha opinião, sua conduta foi permeada por uma arrogância surpreendente”, disse Kidd ao comunicar a pena depois de Pell ser condenado por cinco acusações de abusos sexuais de duas crianças.

“Vista como um todo, considero sua culpabilidade moral nos dois episódios alta”, disse ele à sala de tribunal lotada.

Pell, que compareceu à corte sem um colarinho de padre pela primeira vez durante o caso, não mostrou emoção durante a audiência de atribuição de pena, que durou mais de uma hora. Ele insiste ser inocente e entrou com um recurso que deve ser ouvido em junho.

Os delitos contra dois meninos de 13 anos aconteceram após missas de domingo no final de 1996 e no início de 1997 em uma sala e um corredor da Catedral de São Patrício de Melbourne, onde Pell era arcebispo.

Uma das vítimas morreu em 2014. A outra, que depôs e foi interrogada no julgamento, emitiu uma declaração por meio de seu advogado dizendo que tem dificuldade em encontrar consolo no veredicto no momento.

“Ser testemunha de um caso criminal não tem sido fácil. Estou fazendo o melhor para preservar a mim mesmo e à minha família”, disse a vítima, que não pode ser identificada por causa de uma lei australiana que protege a identidade de vítimas de abusos sexuais.

Durante o julgamento, a vítima descreveu como Pell se expôs aos meninos, acariciou e masturbou seus órgãos genitais e forçou um deles a praticar sexo oral no cardeal.

Um júri considerou Pell culpado de quatro acusações de atos indecentes e uma de penetração sexual. Ele corria o risco de enfrentar um máximo de 10 anos de prisão por cada acusação.

Fonte: Reuters

Foto: Divulgação / Getty Images

As atrizes Felicity Huffman (“Desperate housewives”) e Lori Loughlin (“Três é demais”) foram detidas e estão sendo investigadas por pagar suborno para que seus filhos fossem aprovados no vestibular.

Segundo informações do site TMZ, as artistas deverão ser soltas após prestar depoimentos.  As suspeitas apontam que Huffman e Loughlin pagaram subornos de até US$ 6 milhões para colocar seus filhos em faculdades americanas de elite como Yale, Stanford, Georgetown e a Universidade do Sul da Califórnia (USC).

Segundo documentos judiciais revelados pela imprensa americana nesta terça-feira (12), Loughlin e o marido, são acusados de pagar US$ 500 mil à USC em troca de ter suas duas filhas designadas como recrutas em uma equipe esportiva da universidade, apesar de não participarem do time. Isso garantiria a admissão delas na faculdade. Já Huffman está sendo acusada de disfarçar como caridade um pagamento de US$ 15 mil no esquema de suborno.

Ainda de acordo com o site, a polícia soube do golpe após encontrar um empresário da Califórnia que conduzia operações para ajudar os alunos a entrarem nas universidades. O Departamento federal de investigação americano (FBI) teria gravado telefonemas nos quais as atrizes conversavam sobre o esquema com uma testemunha que cooperava com as autoridades.

A Câmara dos Deputados começa a instalar nesta quarta-feira (13) as comissões permanentes da Casa, com a eleição do presidente e dos três vice-presidentes de cada uma.

O número de cadeiras que cada partido pode ocupar em cada uma das 25 comissões é feita com base no resultado da última eleição para a Câmara e no princípio da proporcionalidade partidária. Dessa forma, quanto maior a representação do partido ou bloco partidário na Casa, mais cadeiras poderá ocupar nos colegiados.

O PSL, que agrupa o maior, ficará com o comando das comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), de Fiscalização Financeira e Controle, e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. A CCJ é considerada a principal comissão da Casa e terá a função de dar encaminhamento à reforma da Previdência. Segundo a deputada Joice Hasselman, a CCJ será presidida pelo deputado Felipe Francischini (PSL-PR). No entanto, a indicação ainda não foi oficializada pelo partido.

Já o PT comandará as comissões de Cultura; de Direitos Humanos e Minorias; e de Legislação Participativa. Segundo o partido, o deputado Hélder Salomão (PT-ES) conduzirá a Comissão de Direitos Humanos, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) comandará a Comissão de Cultura e o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) deve presidir a Comissão de Legislação Participativa.

O PSDB presidirá a Comissão de Educação e indicou o deputado Pedro Cunha Lima (PB) para a condução dos trabalhos do colegiado. O Solidariedade anunciou a indicação do deputado federal Bosco Saraiva (AM) para a presidência da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Cdeics) da Câmara. O deputado Otaci Nascimento (RR) foi indicado para a primeira vice-presidência.

O MDB, PP, PR, PSB e o PSD comandarão duas comissões cada. O MDB ficará com o comando da Comissão de Finanças e Tributação, também considerada estratégica na Casa por analisar, entre outras pautas, se as despesas previstas nos textos que tramitam na Câmara estão adequados ao Orçamento.

Ao todo, dos 30 partidos com representação na Câmara nesta legislatura, 16 comandarão alguma comissão.

– Veja quais são os partidos que vão comandar cada uma das comissões permanentes da Câmara:

Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural – PP

Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática – PDT

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – PSL

Comissão de Cultura – PT

Comissão de Defesa do Consumidor – PR

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – PTB

Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa – PSB

Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência – PSC

Comissão de Desenvolvimento Urbano – Podemos

Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços – SD

Comissão de Direitos Humanos e Minorias – PT

Comissão de Educação – PSDB

Comissão do Esporte – PSD

Comissão de Finanças e Tributação – MDB

Comissão de Fiscalização Financeira e Controle – PSL

Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia – PP

Comissão de Legislação Participativa – PT

Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – PSB

Comissão de Minas e Energia – PRB

Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – PSL

Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado – PR

Comissão de Seguridade Social e Família – PSD

Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público – PCdoB

Comissão de Turismo – MDB

Comissão de Viação e Transportes – DEM

Rosinei Coutinho/SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar às 14h de hoje (12) a competência da Justiça Eleitoral para conduzir inquéritos de investigados na Operação Lava Jato. Na sessão, a Corte vai definir se a competência para julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais é da Justiça Eleitoral ou Federal.

De acordo com procuradores da força-tarefa do Ministério Púbico Federal (MPF), o julgamento poderá ter efeito nas investigações e nos processos que estão em andamento no âmbito da operação em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná. A punição prevista para crimes eleitorais é mais branda em relação aos crimes comuns.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, um eventual resultado negativo para o MPF poderá “acabar com as investigações”. Segundo o procurador Deltan Dallagnol, o julgamento afetará o futuro dos processos da operação.

No entanto, ministros do STF consideram que os argumentos dos procuradores são extremados. Para o ministro Marco Aurélio, a decisão não terá grande impacto na investigação. “Não esvazia em nada a Lava Jato, é argumento extremado, que não cabe.”

O plenário da Corte vai se manifestar sobre a questão diante do impasse que o assunto tem provocado nas duas turmas do tribunal.

Dilema

No início das investigações da Lava Jato, na primeira instância da Justiça no Paraná, a maioria dos investigados foi processada pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, ao ser acusada de receber recursos em forma de propina e usar o dinheiro para custear suas campanhas políticas, sem declarar os valores à Justiça Eleitoral.

Na medida em que os recursos dos acusados foram chegando ao STF, a Segunda Turma da Corte passou a ter o entendimento de que, em alguns casos, as acusações deveriam ser remetidas à Justiça Eleitoral, porque as imputações de corrupção e lavagem de dinheiro devem ser tratadas como crime de caixa 2, cuja competência é daquela Justiça especializada.

Com base no entendimento, investigações contra o senador José Serra (PSDB-SP) e outros políticos já foram remetidas para a primeira instância da Justiça Eleitoral. O colegiado é composto pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

Na Primeira Turma, o entendimento de alguns ministros é de que as acusações devem ser julgadas pela Justiça Federal, cujas sentenças por crimes comuns resultam em penas mais altas. A turma é formada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber, Marco Aurélio e Alexandre de Moraes.

A questão será decidida com base no inquérito que investiga o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes e o deputado federal Pedro Paulo Carvalho Teixeira (DEM-RJ) pelo suposto recebimento de R$ 18 milhões da empreiteira Odebrecht para as campanhas eleitorais.

Segundo as investigações, Paes teria recebido R$ 15 milhões em doações ilegais no pleito de 2012. Em 2010, Pedro Paulo teria recebido R$ 3 milhões para campanha e mais R$ 300 mil na campanha à reeleição, em 2014.

Os ministros vão julgar um recurso protocolado pela defesa dos acusados contra decisão individual do ministro Marco Aurélio, que enviou as investigações para a Justiça do Rio. Os advogados sustentam que o caso deve permanecer na Corte, mesmo após a decisão que limitou o foro privilegiado para as infrações penais que ocorreram em razão da função e cometidas durante o mandato.

O registro profissional é um cadastro do Ministério do Trabalho e Previdência Social. (Foto: Reprodução / Google)

Senadores analisam a possibilidade de fatiar a proposta enviada pelo governo e destacar, para aprovação, medidas que tenham impacto fiscal no médio e longo prazos.

Podem excluir, por exemplo, aquelas que têm impacto ainda no governo Bolsonaro. Assim, do ponto de vista fiscal, o governo não contaria com efeitos positivos da aprovação da reforma. Já seria uma importante sinalização para o mercado que prevê forte retomada do crescimento caso o Brasil demonstre que estará com as contas arrumadas no prazo de dez anos.

“O importante é passar um sinal para os investidores que o Brasil terá organizado suas contas no médio prazo”, afirmou o líder do MDB, senador Eduardo Braga.

Para Braga, o Senado deve aprovar mudanças no texto do governo. Segundo ele, algumas estão muito perto de ganhar maioria no Senado: fixação de idade mínima com mudanças para as mulheres. “O presidente falou em baixar para 60 anos, isso agora virou piso e não teto”, disse um senador. Avaliação feita também na Câmara. Outros itens que têm chance de aprovação são: progressividade de alíquota e a criação do sistema de capitalização – todos com algum ajuste.

O senador José Serra (PSDB-SP) tem a mesma ideia. Ele avalia que a reforma da Previdência é muito importante para o país. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), quer promover uma reunião do ministro da Economia, Paulo Guedes, com senadores para explicar a proposta do governo.

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) vai contratar de forma emergencial uma empresa de alimentação. O presidente da Casa, Nelson Leal, justificou a medida dizendo que processo de licitação está muito demorado. A AL-BA adotou há cerca de um mês o esquema de turnão, com funcionamento administrativo de 13h às 19h, por conta da falta de uma empresa responsável ao preparo e ao fornecimento de refeições nos dois restaurantes do Legislativo (veja mais). Ao Bahia Notícias, Leal afirmou que não gostaria de fazer a contratação emergencial.

“Até hoje nós não concluímos ainda a licitação. A gente achava que esse processo ia ser mais rápido. Não está sendo e nós já estamos providenciando uma contratação emergencial pra ver se começa no início da próxima semana. A gente não queria fazer, mas como está demorando o processo, a gente não pode deixar também a Casa funcionando só durante um turno”, afirmou.

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