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Pai diz que bebê morreu afogado em piscina após ele ser preso e obrigado a deixar filho só

A Polícia Civil revelou que policiais militares estiveram duas vezes num intervalo de 15 minutos na casa de Miguel Tayler Pereira Gualberto, de 1 ano, que morreu na piscina da residência, em Planaltina, cidade goiana do Entorno do DF. A família afirma que o bebê foi a óbito após o pai, Jonas Pereira Gualberto, ser preso injustamente e obrigado a deixar a vítima e os outros dois filhos pequenos sozinhos em casa. A PM também acompanha o caso.

O delegado responsável pela investigação, Antônio Humberto Soares, apura se os policiais militares sabiam que havia crianças no local durante as duas abordagens. “Isso tem uma importância porque uma das coisas que está sendo verificada é se os policiais militares tinham consciência, sabiam que existiam crianças na casa. Porque se fosse só uma única ocasião que o Jonas foi abordado fora da casa e os policiais militares não sabiam que tinham criança dentro da casa, isso pode, de repente, ter um certo valor investigativo”, afirmou.

Miguel morreu na sexta-feira (3). Soares destaca que, conforme as testemunhas, os policiais foram até a residência pela primeira vez e não localizaram Jonas, o qual seria suspeito de um roubo.

Um cunhado dele, que prestou depoimento ontem (9), mora em um imóvel no mesmo lote. Ele disse à polícia que chegou a ser abordado. “Ele afirma que os policiais entraram em casa e pularam o muro procurando o rapaz. Chegou até a abordá-lo, perguntando se ele seria o Jonas. Ele falou que não e que o Jonas morava na casa ao lado”, afirmou.

Os militares foram embora, mas, cerca de 15 minutos depois, de acordo com o delegado, voltaram e encontraram Jonas no portão pegando uma vassoura. A família diz que, naquele momento, a mulher dele, Raifra da Silva, havia ido ao supermercado e deixado os filhos aos cuidados do pai. Ela também confirmou o fato em depoimento.

No registro de ocorrência do caso, Raifra relata que os policiais foram até sua casa procurando Jonas, mas ele não estava. Ela então afirma que saiu para ir ao mercado e deixou os filhos com o marido.

Ao voltar, cerca de 30 minutos depois, viu uma aglomeração na porta e foi informada que seu marido havia sido levado pelos militares. Em seguida, ela contou que entrou na casa e viu Miguel boiando na piscina. A mulher chegou a levá-lo ao hospital, mas não o bebê não resistiu.

O delegado disse que ainda vai ouvir mais testemunhas e os militares envolvidos no caso – estes serão os últimos a prestarem depoimento. Ele diz que há ainda muitas perguntas em aberto e que não descarta realizar uma reconstituição do que ocorreu. “Faltam pessoas par serem ouvidas e talvez haja uma necessidade até de fazer uma reprodução simulada do fato para que tenhamos uma visão mais clara do que aconteceu. Tem algumas perguntas que nós ainda não temos respostas”, destaca.

O caso: Jonas afirma que estava em casa cuidando das crianças quando a polícia o abordou, segundo ele, sem explicar o motivo, e o levou preso para a delegacia. “Meus meninos estavam no quarto, assistindo [TV] no começo da casa. No momento que saí no portão para pegar a vassoura, eles [policias] já me algemaram e falaram que eu estava preso. Não me explicaram, não falaram nada. Só colocaram a algema e me levaram”, afirmou.

A PM disse que ele era suspeito de um roubo. Porém, na delegacia, Jonas não foi reconhecido pela vítima do crime e foi liberado. Antes de sair do local, ele afirmou que recebeu da irmã a notícia de que o filho havia morrido afogado.

Em nota, a PM informou que apura o caso e tomará as “providências legais” caso seja comprovada alguma irregularidade na ação dos policiais. Anteriormente, a corporação havia negado que as crianças teriam ficado sozinhas.

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