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Donald Trump ataca a China em discurso na ONU

Foto : Andrea Hanks

Em um discurso curto, com tons eleitorais, o presidente dos EUA, Donald Trump, partiu para o ataque contra a China na Assembleia Geral da ONU, acusando o país de ser o principal responsável pela pandemia do novo coronavírus. Tradicionalmente o segundo a falar na sessão de debates da assembleia anual, Trump expôs suas palavras por vídeo, a partir da Casa Branca.

A fala foi a quarta proferida pelo republicano que, no passado, já ameaçou “destruir totalmente” a Coreia do Norte, em 2017, e que foi alvo de risadas (diplomáticas) em 2018, quando afirmou ter feito “mais do que qualquer outro governo americano na História”. Trump discursou depois do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e do secretário-geral da ONU, António Guterres, que voltou a fazer um apelo por um cessar-fogo em todos os conflitos globais durante a pandemia.

Usando o termo “vírus da China”, Trump abriu seu discurso de apenas sete minutos citando algumas das ações adotadas durante a pandemia, como a fabricação em massa de respiradores, e a corrida por uma vacina ainda este ano, de preferência antes da eleição 3 de novembro. Indo além, acusou a China de ser a grande responsável pela pandemia e disse que Pequim mentiu sobre a doença, defendendo uma ação da ONU contra o país.

“O governo chinês e a Organização Mundial de Saúde, que é virtualmente controlada pela China, falsamente declararam que não havia evidências sobre transmissão entre humanos. Depois, falsamente disseram que pessoas assintomáticas não transmitiam a doença. A ONU precisa responsabilizar a China por suas ações”, afirmou Trump.

Ele não mencionou que o vírus da Covid-19 era novo e que os cientistas de todo o mundo demoraram a conhecer os seus efeitos. A China disponibilizou globalmente o DNA do Sars-Cov-2 em 11 de janeiro. Os serviços de inteligência americana concluíram que funcionários locais da cidade de Wuhan, e não o governo de Pequim, tentaram encobrir a gravidade da Covid-19 quando os primeiros pacientes surgiram, em dezembro. Não se sabe, no entanto, quando o presidente Xi Jinping soube que a doença era transmissível.

Mesmo pressionando por uma investigação sobre a China no âmbito das Nações Unidas, o líder americano não mencionou sua decisão de deixar a Organização Mundial de Saúde, anunciada em junho e que deve ser concluída em julho do ano que vem. O candidato democrata à Presidência, Joe Biden, se comprometeu a interromper o processo caso seja eleito em novembro. (G1)

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