Companhia da PM de Cosme de Farias está abandonada

Foto: Divulgação/Ascom

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Infiltrações, mofo, foco do mosquito da dengue, entre ratos e baratas, além do risco de desabamento, decorrente de rachadura e falta de manutenção de viga de sustentação do casarão. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos policiais que trabalham na 58ª Companhia Independente de Policia Militar (CIPM/Cosme de Farias), em Salvador.

Essas constatações foram relatadas pelo deputado estadual soldado Prisco, após visitação no local. A advogada da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), Marcele Maron, formalizou denúncia, solicitando interdição da unidade policial no Ministério Público Estadual (MPE), na tarde de quinta-feira (4/6).

“Na 58º CIPM, os militares trabalham em situação de risco à saúde e à vida. Salas alagadas, paredes mofadas, bichos transmissores de doenças. Não possuem o mínimo digno previsto para qualquer trabalhador. Estão a espera de uma tragédia”, reclamou o deputado Prisco.

DESCASO – O deputado soldado Prisco, há um ano, oficiou o Comando da Polícia Militar sobre as péssimas condições de trabalho impostas aos militares da 58ª CIPM. “Quando visitei a companhia a situação era muito ruim, agora é insustentável! Apesar da boa vontade do comandante da unidade em deixar tudo limpo, não é suficiente. A situação é completamente absurda!”, explicou o parlamentar.

Foto: Divulgação/ Assessoria
Foto: Divulgação/ Assessoria

Segundo a advogada, as condições de trabalho vão além das simples infrações às normas de segurança do trabalho. “Trata-se de atentado contra a saúde dos policiais militares. As condições são totalmente insalubres”, reclamou Marcele.

O parlamentar está atento as necessidades dos policiais militares e vai realizar outras visitas de fiscalizações das unidades da PM da Bahia, em comprimento ao artigo 71, inciso XII da Constituição da Bahia, dispondo que “(…) compete privativamente à Assembleia Legislativa: – XII – fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, inclusive da administração indireta”.

Além do Ministério Público Estadual (MPE), a advogada da Aspra vai denunciar a situação no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Defesa Civil e Vigilância Sanitária.