Agora é que são eles! Homens se rendem ao mercado estético

Mamografia ou ultrassonografia são úteis na diferenciação da ginecomastia falsa da verdadeira
Ilustração: Divulgação
Mamografia ou ultrassonografia são úteis na diferenciação da ginecomastia falsa da verdadeira Ilustração: Divulgação

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Mamografia ou ultrassonografia são úteis na diferenciação da ginecomastia falsa da verdadeira Ilustração: Divulgação
Mamografia ou ultrassonografia são úteis na diferenciação da ginecomastia falsa da verdadeira
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Engana-se quem pensa que a vaidade masculina resume-se em cortar o cabelo e fazer a barba. Ávidos por novidades, os homens estão à procura de produtos e técnicas cada vez mais eficazes para melhorar a autoestima. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, “cada vez mais, os homens, de todas as idades e de todas as classes sociais, querem se submeter à cirurgia plástica por razões estéticas”.

Nariz mais proporcional, aplicações de botox, implante capilar e lipoaspiração são algumas das intervenções mais procuradas pela classe masculina. O cirurgião plástico baiano, Daniel Azevedo, destaca a intervenção cirúrgica em ginecomastia como outro procedimento bastante procurado. “Caracterizada pela alteração fora do normal das mamas masculinas, a ginecomastia verdadeira ocorre devido à hipertrofia da mama, ou também pelo acúmulo de gordura, conhecida como pseudoginecomastia”.

“Essas alterações são frequentes na puberdade, entre 11 e 14 anos, devido ao baixo teor de testosterona e aumento do estrógeno, podendo regredir dois anos depois, espontaneamente”, explica o médico. Quando isso não ocorre, as mamas são tratadas com correção cirúrgica.

Diagnóstico e cirurgia- Mamografia ou ultrassonografia são úteis na diferenciação da ginecomastia falsa da verdadeira. “As falsas, constituídas de gordura, são tratadas satisfatoriamente com a lipoaspiração. Já nas verdadeiras são alteradas com incisão cirúrgica circundando o diâmetro inferior da aréola e retirando-se a glândula mamaria aumentada”, afirma Daniel. O médico ressalta ainda que existem pacientes que precisam dos dois métodos.

O tratamento cirúrgico é rápido e com alta hospitalar no mesmo dia da cirurgia. A anestesia pode ser local com sedação, bloqueio peridural ou geral inalatória, variando conforme o caso ou as condições psicológicas do paciente. Em relação ao pós-operatório, o médico conta que pode haver alguma alteração de sensibilidade na região durante o primeiro mês. “O retorno às atividades rotineiras é prevista entre cinco e sete dias após a cirurgia. A prática de esportes só é liberada após um mês”, finaliza.