Bahia é o 6º em número de notificações de microcefalia

A doença é caracterizada por uma malformação cerebral. Foto: brasil.babycenter.com.

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A doença é caracterizada por uma malformação cerebral. Foto: brasil.babycenter.com.
A doença é caracterizada por uma malformação cerebral. Foto: brasil.babycenter.com.

A Bahia é o sexto estado com maior número de casos suspeitos de microcefalia notificados no Brasil, conforme o mais recente Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (30). Até o dia 28 de novembro a Bahia registrou 37 casos. Destes, apenas 13 já foram confirmados, de acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

A doença é caracterizada por uma malformação cerebral, que faz com que o crânio não se desenvolva normalmente. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o padrão, que habitualmente é superior a 33 cm. No último sábado, o Ministério da Saúde confirmou a relação do zika vírus com o surto da microcefalia no Nordeste. O risco está associado, sobretudo, aos primeiros três meses de gravidez.

No Brasil, foram notificados 1.248 casos suspeitos da doença, identificados em 311 cidades. Pernambuco registra o maior número de ocorrências (646), sendo o primeiro a identificar aumento de casos. Em seguida estão os estados de Paraíba (248), Rio Grande do Norte (79), Sergipe (77), Alagoas (59), Bahia (37), Piauí (36), Ceará (25), Rio de Janeiro (13), Tocantins (12) Maranhão (12), Goiás (2), Mato Grosso do Sul (1) e Distrito Federal (1). Até o momento, foram notificados 7 óbitos.

Entretanto, segundo o pesquisador e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Manoel Sarno, a Bahia já contabiliza 59 casos suspeitos de microcefalia. Obstetra e ultrassonografista, Sarno é responsável pelo serviço de medicina fetal da Maternidade Climério de Oliveira e do Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, além de atender na rede privada. O médico conta que, desde julho, vem identificando casos da doença associados ao zika vírus nas unidades públicas e privadas onde atende.

“Cheguei a atender quatro casos de gestantes com histórico de zika no primeiro semestre de gravidez em apenas duas semanas, o que era muito preocupante, já que não costumamos registrar mais de cinco ou seis casos por ano”, conta Sarno. O maior número de casos de microcefalia notificados na Bahia, nos últimos cinco anos, ocorreu em 2013, quando foram contabilizados 14 casos. No ano passado, o estado registrou sete casos. Já no Brasil, foram 147 notificações em 2014.

Sarno desenvolveu, em agosto deste ano, um projeto de pesquisa que vai acompanhar e avaliar gestantes expostas ao zika vírus durante a gravidez. O trabalho está sendo feito com um grupo de pesquisa do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes) da Ufba, do qual faz parte. O pesquisador acredita que será possível ter informações conclusivas no final de 2016. “Até lá, devemos ter calma e orientar bem a população”, finaliza.

Recomendações para as gestantes

1 – Manter o pré-natal em dia e realizar todos os exames recomendados
2 – Não utilizar medicamentos sem a orientação médica
3 – Evitar contato com pessoas com febre ou infecções
4 – Adotar medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, com a eliminação de criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água)
5 – Proteger-se de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes indicados para gestantes
6 – Se houver qualquer alteração no estado de saúde, principalmente no período até o 4º mês de gestação, ou na persistência de doença preexistente nessa fase, comunicar o fato aos profissionais de saúde
7 – Para esclarecimentos e outras informações, contatar o Cievs Bahia por meio do e-mail notifica.cievsbahia@gmail.com e/ou dos telefones (71) 99994-1088 (24 horas), (71) 3116-0037, 3116-0018 e 08002842177

Com informações do site do jornal A Tarde.