Bahia investe em aeroportos do interior

Aeroporto de Guanambi é o próximo a operar com voos regulares. Foto: Ascom/Seinfra.
Aeroporto de Guanambi é o próximo a operar com voos regulares. Foto: Ascom/Seinfra.

COMPARTILHE:

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no google
Compartilhar no email
Aeroporto de Guanambi é o próximo a operar com voos regulares. Foto: Ascom/Seinfra.
Aeroporto de Guanambi é o próximo a operar com voos regulares. Foto: Ascom/Seinfra.

Os baianos estão aumentando a utilização dos aeroportos regionais para voos pelo estado e país. Somente em Barreiras, na região oeste, o movimento de passageiros aumentou 30% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período no ano passado. Para atender a crescente demanda, pelo menos 20, dos 82 terminais regionais, devem receber investimentos de R$ 800 milhões nos próximos cinco anos.

O investimento compõe o Plano Aeroviário do Estado da Bahia, que vai ser apresentado oficialmente nesta terça-feira (28), durante seminário em Salvador, na sede da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), órgão que administra os terminais regionais. Baseada em estudos iniciados há quatro anos, a Diretoria de Terminais e Aeroportos da Seinfra pôde definir, por exemplo, quantos aeroportos precisam ser totalmente reconstruídos, com desativação dos espaços onde funcionam atualmente. É o caso do aeroporto de Vitória da Conquista, onde as obras, já adiantadas, possibilitarão ao local receber aeronaves maiores, como boeings com capacidade para transportar até 189 passageiros.

Receberão ainda novos aeroportos os municípios de Senhor do Bonfim, Bom Jesus da Lapa, Porto Seguro e Maraú, além de Ilhéus que, assim como Salvador, é gerido pela Infraero. No caso da capital, a construção da segunda pista será feita já no modelo de concessão, anunciado no mês passado pelo governo federal.

O Plano Aeroviário avalia as condições e projeta necessidades, até 2033, para todos os aeroportos e aeródromos regionais geridos pelo governo baiano. Aeródromos são os equipamentos que não possuem atividade comercial, ou seja, não contam com voos regulares e terminais de passageiros.

Para 14 aeródromos, o Plano prevê, a depender de cada caso, reformas nos sistemas de iluminação pública, nova sinalização, ampliação de pista de pouso e decolagem, além da construção de vias de acesso e de pátio de estacionamento, entre outros benefícios. Em alguns deles, as intervenções preveem a criação de condições para a atividade comercial.

“O aeroporto de Guanambi, por exemplo, deve ser o próximo a operar com voos regulares, ainda este ano”, adianta o secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, ao jornal A Tarde. Ele acredita que, com a elaboração do Plano, considerado pioneiro no Brasil, o governo baiano terá mais condições de obter sucesso nos pleitos junto à Secretaria da Aviação Civil.

Segundo Cavalcanti, devem ser ainda contratadas, até o final do ano que vem, as obras mais urgentes nos aeroportos de Barreiras, orçadas em R$ 60 milhões, Lençóis (25 milhões), Teixeira de Freitas (50 milhões), além de Feira de Santana (R$ 150 milhões). Para o aeroporto feirense, que passou a operar comercialmente no segundo semestre de 2014, está prevista até a construção de um terminal de cargas. “Maior entroncamento rodoviário do Nordeste, a região possui fábricas de produtos farmacêuticos e eletroeletrônicos portáteis, de alto valor agregado e menor peso, ideais para o transporte por avião”, conclui o secretário.

Com informações do site do jornal A Tarde.