Bancos fogem da responsabilidade com segurança

Foto: Reprodução
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" Não fazem investimento e colocam a toda sorte o cliente", diz Edmilson (Foto: Reprodução / Acorda Cidade)
O diretor de Imprensa e Comunicação, Edmilson Cerqueira (Foto: Reprodução / Acorda Cidade)

Não é mais novidade ao amanhecer saber de notícias sobre caixas eletrônicos explodidos em determinada cidade, fato que já se tornou corriqueiro. Para o diretor de Imprensa e Comunicação do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Edmilson Cerqueira, a justificativa para tanta ousadia dos bandidos vem a partir do ponto que perceberam “a falta de interesse dos banqueiros com a segurança que os estabelecimentos precisam, deixando de investir na segurança”.

“Os bancos não investem em segurança como deveriam. Eles diminuíram a quantidade de guardas; transferiram os serviços do interior das agências, onde são obrigados a dar segurança, como é o caso de correspondentes bancários; e não realizam nenhuma política de prevenção e segurança aos locais, que deveriam possuir guardas durante as 24 horas do dia. Não é à toa que foram multados em R$ 11 milhões, por descumprimento de Lei”, salienta Edmilson.

O maior desafio a ser confrontado continua no jogo de responsabilidade. Os banqueiros responsabilizam o governo – quanto ao efetivo policial -, o governo, por sua vez, responsabiliza os proprietários dos estabelecimentos. “É um equívoco imaginar que apenas ampliando o efetivo militar nas cidades do interior combateria os ataques aos caixas eletrônicos. Observe que em qualquer casa comercial existe vigilante, durante o dia e à noite, e qual vigilante ou empresa de vigilância os banqueiros disponibilizam em seus correspondentes bancários? Não fazem investimento e colocam a toda sorte ao cliente”, alerta o sindicalista 

Com os avanços da informatização nos serviços bancários, os ataques de hackers são o golpe mais aplicado aos correntistas, seguido da ‘saidinha bancária’, ambos avaliados pelo diretor de Imprensa e Comunicação como responsabilidade dos bancos.

“A ‘saidinha bancária’ demonstra a falta de treinamento dos guardas de plantão, pois estes deveriam observar a movimentação dentro do estabelecimento, mas nem sempre podem por estarem sozinhos executando várias atividades. Tem que ficar de olho no indivíduo que adentra no saguão e não executam serviços bancários, esse pode ser um potencial ‘olheiro’. Assim, todo o trajeto do cliente de dentro do banco até em casa é responsabilidade do banco. Aconselhamos que os clientes vítimas de ‘saidinhas’ coloquem os bancos na Justiça”.