Bandeiras tarifárias da contas de luz devem ficar ainda mais caras

Bandeira tarifária para setembro será amarela, com acréscimo de R$ 2,00 a cada 100 quilowats-hora consumidos na conta de luz (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Bandeira tarifária para setembro será amarela, com acréscimo de R$ 2,00 a cada 100 quilowats-hora consumidos na conta de luz (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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As contas de luz devem ficar mais caras em todo país, diante da pior crise hídrica na região das hidrelétricas dos últimos 91 anos e do acionamento de usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai aumentar os valores das bandeiras tarifárias, uma sobretaxa que é acionada quando o custo da geração de energia sobe.

O patamar mais alto desse sistema deve subir mais de 20%. A conta das bandeiras já registra um rombo de R$ 1,5 bilhão neste ano.

Em entrevista, o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, disse que os valores ainda não foram definidos, mas a decisão será tomada nas próximas semanas. A bandeira tarifária é um adicional cobrado nas contas de luz para cobrir o custo da geração de energia por termelétricas, o que ocorre quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas está muito baixo.

O mecanismo também serve para o consumidor ficar ciente do custo da geração de energia, ao dividir o sistema em três cores: verde, amarela e vermelha (que tem dois patamares). A previsão de analistas é manter a bandeira vermelha 2 até novembro, quando tem início o período de chuvas.

Esse vai ser o primeiro reajuste nos valores das bandeiras desde 2019. Os valores foram mantidos em 2020 e a bandeira verde foi acionada de junho a novembro.