Câncer de pele é o mais comum no Brasil

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“Use o protetor solar”, apesar de a frase ser tão comum, nem todos a colocam em prática. O câncer de pele é o mais comum no país, representa 25% do total dos casos registrados, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). ”O cuidado com a pele vai além da vaidade, ele é necessário para que se mantenha saudável o maior órgão do corpo”, ressalta dermatologista Bruno Vargas. Ele acrescenta que as consequências da exposição ao sol são cumulativas e aparecem ao longo dos anos.

O fato de o Brasil ser um país tropical faz com que a incidência dos raios UV seja intensa o ano todo, por isso, é preciso estar sempre atento aos cuidados com a saúde da pele. “Grande parte das pessoas pensa que só devemos nos proteger do sol quando vamos à praia ou à piscina, e esse é um hábito perigoso, pois estamos suscetíveis aos danos dos raios UV em todas as estações”, explica Vargas.

O radio-oncologista, Marcus Castilho, explica que são vários os fatores de risco. “Geralmente, o câncer de pele surge após os cinquenta anos de idade e independe do sexo. Quando se tem antecedentes familiares, é preciso estar mais atento e fazer acompanhamento mais freqüente. O número de queimaduras solares também deve ser levado em conta”, afirma.

Estudos feitos recentemente na Universidade Yale, nos Estados Unidos, sobre a melanina, pigmento que dá coloração e ajuda na proteção à pele, apontam que, ao contrário do que se pensava, não só pessoas com a pele clara (com menor quantidade de melanina) estão suscetíveis à doença. Isso acontece porque os danos causados pelos raios UV ao DNA dos melanócitos (células produtoras de melanina), fazem com que os prejuízos à pele continuem se agravando durante horas, mesmo quando a pessoa já não está exposta ao sol.

Quando se preocupar – É muito comum aparecerem manchas e irritações na pele, quando os devidos cuidados não são tomados. Então, como saber o que pode ser sintoma de um câncer? “Grande parte dos brasileiros possui pintas ou manchas e nunca procurou avaliar com um dermatologista se há algum risco. O ideal é visitar um especialista regularmente ou quando observar quaisquer anormalidades, já que a chance de cura sobe para 90%, quando diagnosticado precocemente”, aconselha Vargas.

Existem tipos diferentes de câncer de pele, os principais deles o Carcinoma basocelular (CBC), o Carcinoma espinocelular (CEC) e o Melanoma. Nos dois primeiros casos (CBC e CEC), o câncer atinge camadas da epiderme (camada superior da pele) e apresenta mais chances de eficácia no tratamento, que pode ser feito por meio de cirurgia ou radioterapia. Já no caso do melanoma, camadas mais profundas da pele são atingidas, o que torna o tratamento mais intenso e invasivo.

Tratamento – “Apesar de muito se ouvir a respeito do melanoma, ele é o tipo menos frequente de câncer de pele, e também o mais grave”, pondera Castilho. Ele lembra que tanto o melanoma quanto as demais formas de câncer de pele têm maiores chances de cura quando descobertos em fases iniciais.

Segundo o especialista, a radioterapia é um dos tratamentos indicados em casos de câncer, podendo ser utilizado como forma exclusiva de combate ou combinado a outros métodos como cirurgia e quimioterapia. “Na maioria dos casos, os efeitos da radioterapia são bem tolerados pelos pacientes, desde que a dosagem indicada para o tratamento seja respeitada”, explica.

Saiba mais sobre as manchas – Normalmente, o câncer de pele apresenta formas de manchas rosadas, pintas pretas/ castanhas ou feridas. “Elas podem surgir em diversas regiões do corpo, porém, as mais expostas ao sol são as mais frequentes, como orelhas, pescoço, face, couro cabeludo, ombros e costas.” Explica o dermatologia Bruno Vargas. Caso apresente alguma das características a seguir, é preciso procurar um médico.

• Coceira;
• Mudança da coloração da pele;
• Bordas irregulares;
• Aumento de tamanho;
• Sangramento.