“Caso seja liberado, temos interesse em comprar vacinas para o futebol”, diz Rogério Caboclo, presidente da CBF

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A CBF acompanha com atenção as discussões na Câmara dos Deputados para flexibilização da compra de vacinas. O Projeto de Lei da deputada Celina Leão (PP-DF) prevê que empresas privadas possam adquirir imunizantes se seguirem as regras de programa do Ministério da Saúde.

O presidente da CBF, Rogério Caboclo, disse ao blog da jornalista Marília Ruiz, no Uol Esporte, que tem intenção de comprar vacinas para o futebol brasileiro – sem especificar destinação ou distribuição. “Estamos acompanhando as discussões no Congresso e, caso seja liberado, sim temos interesse em comprar vacinas para o futebol”, disse ao Uol Esporte.

Caboclo também apresentou valores da ajuda econômica da CBF aos clubes e demais agentes do futebol durante o ano de 2020. De acordo com a publicação do blog, o presidente da CBF contou ter “gastado R$ 525 milhões” no pior momento da pandemia em 2020. E adiantou que não é intenção da CBF repetir o incentivo neste ano.

Os valores são significativos em comparação com o demonstrativo financeiro da CBF em 2019 – o balanço apontou R$ 868 milhões de receita líquida, com superávit de R$ 190 milhões no exercício contábil do ano de 2019. A CBF ainda não divulgou os números referentes a 2020.

“Fizemos isso no ano passado quando do susto causado pela paralisação das máquinas. Todos fomos surpreendidos. No total, a CBF gastou R$ 525 milhões. R$ 170 em antecipações de cotas a juros zero e doações. Todos os clubes que tinham cotas e dinheiro a receber, de contratos de longo prazo, puderam retirar esses valores sem desconto. Todos que puderam, que não tinhas cotas bloqueadas, fizeram isso. Incluindo os mais clubes mais ricos. Não fizemos diferença também com as federações, que receberam os mesmos valores. Doamos para times das séries C e D, para arbitragem e para o futebol feminino”, disse Caboclo.

Ainda em entrevista a jornalista do Uol Esporte, Caboclo reforçou que não vai haver público nas competições em 2021. “O que os clubes não têm é bilheteria. Mas isso infelizmente será assim, apesar da ideia de alguns. Não pode ter público em 2021. Está no regulamento das nossas competições”, comentou.