Casos suspeitos de microcefalia crescem 15% em uma semana no país

Crianças com suspeitas de microcefalia passam por exames no Hospital Roberto Santos, em Salvador. Camila Souza/GOVBA.

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Crianças com suspeitas de microcefalia passam por exames no Hospital Roberto Santos, em Salvador. Camila Souza/GOVBA.
Crianças com suspeitas de microcefalia passam por exames no Hospital Roberto Santos, em Salvador. Camila Souza/GOVBA.

O número de casos suspeitos de microcefalia aumentou 15,86% no Brasil em uma semana, conforme o boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (22), pelo Ministério da Saúde. O total de notificações saltou de 2.401 para 2.782 desde a última terça-feira (15), quando foi apresentado o último balanço.

Na Bahia – terceiro estado com maior número de casos do país – foram notificados, até o dia 19 de dezembro, 271 casos suspeitos em 64 municípios. Desses, 141 casos, que corresponde a 52%, foram registrados em Salvador. O estado contabiliza 10 dos 40 óbitos registrados até o momento no Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, 25.894 agentes comunitários de saúde e 3.323 equipes entrarão em atividade nos 417 municípios baianos para diminuir a incidência do aedes aegypti, mosquito transmissor do zika vírus, que está relacionado à maioria dos casos de microcefalia. Os profissionais vão ajudar no trabalho de busca de criadouros do inseto e darão orientações sobre as medidas de prevenção.

Em Salvador, agentes de combate às endemias do Centro de Controle de Zoonoses, em parceria com profissionais da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), realizarão nesta quarta-feira (23) um mutirão de limpeza em Periperi. No bairro, as equipes intensificarão a visita casa a casa para identificar e eliminar os criadouros do aedes aegypti, além de realizarem o trabalho de borrifação de inseticida.

Viajantes

Além de atualizar os dados sobre a microcefalia, o Ministério da Saúde também lançou um alerta para os viajantes. O órgão recomenda que, antes de saírem de suas casas, as pessoas façam uma vistoria para eliminar os recipientes que possam acumular água parada e servir como criadouro do mosquito.

O alerta vale até mesmo para aqueles que farão viagens por curto período. “O ciclo de reprodução do mosquito, do ovo à forma adulta, pode levar de 5 a 10 dias. Um balde esquecido no quintal ou um pratinho de planta na varanda após uma chuva podem, facilmente, se tornar um foco do mosquito e afetar a vizinhança”, lembra o secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame.

É importante verificar se a caixa d’água está vedada, a calha totalmente limpa, pneus sem água e em lugares cobertos, garrafas e baldes vazios e com a boca virada para baixo, entre outras pequenas ações que podem evitar o nascimento do aedes aegypti.

Em Salvador, a população passou a contar, desde esta terça com uma Central de Combate ao mosquito. Por meio do telefone 3202-1808, é possível denunciar possíveis focos do inseto e solicitar vistorias por parte de Centro de Controle de Zoonoses. O serviço funciona de segunda a sexta-feira (exceto feriados), sempre das 8h às 17h.
Já a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) pretende lançar, em janeiro, um aplicativo no qual as pessoas poderão informar os locais de possível foco do aedes. O serviço estará disponível nas plataformas Android e IOs.

Com informações do site do jornal A Tarde.