Centenário de Walter da Silveira será celebrado

Walter da Silveira tem importância fundamental para o cinema baiano. Foto: Reprodução/Dimas
Walter da Silveira tem importância fundamental para o cinema baiano. Foto: Reprodução/Dimas

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Se estivesse vivo, Walter da Silveira (1915-1970) completaria 100 anos na próxima quarta-feira, dia 22 de julho. Em homenagem ao centenário do pensador do cinema baiano, formador de gerações de cineastas e cinéfilos, a Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Dimas/Funceb) lança o Cineclube Walter da Silveira, nesta quarta-feira, às 19h, na Sala Walter da Silveira, no Complexo Cultural dos Barris. Na programação, exibição do filme Pierrot Le Fou, do diretor Jean-Luc Godard, com ingresso gratuito para o público. O crítico de cinema Adalberto Meireles coordena debate mediado sobre o professor, ensaísta, pesquisador e cineclubista, que criou, em 1950, o Clube de Cinema da Bahia (CCB).

“Walter da Silveira, o doutor Walter, foi o principal responsável pelo nascimento do cinema genuinamente baiano e pela cinefilia na Bahia”, considera Bertrand Duarte, diretor da Dimas, diretoria da Fundação Cultural do Estado (Funceb), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).  “Ele foi um dos primeiros cineclubistas do Brasil e teve como espectadores ninguém menos que Glauber Rocha, Roberto Pires e Guido Araújo. Promover a reativação do cineclube é uma maneira de fazer jus ao seu legado”, conclui.

O Cineclube Walter da Silveira passa a ter sessões com debates toda última quarta-feira do mês, na Sala Walter da Silveira. Com a continuidade de ações, serão criados grupos de estudo com a participação de cineclubistas e cinéfilos. O cineclube celebra o legado de Walter da Silveira por meio de um dos seus principais instrumentos de formação: o cineclubismo. Advogado, professor, escritor, ensaísta e crítico, Walter da Silveira foi o principal responsável pelo nascimento do cinema genuinamente baiano e pela cinefilia na Bahia. Para além da crítica cinematográfica, ele reconheceu no cineclube um caminho para aproximar o público do debate sobre a sétima arte.

Walter da Silveira tem importância fundamental para o cinema baiano. Foto: Reprodução/Dimas
Walter da Silveira tem importância fundamental para o cinema baiano. Foto: Reprodução/Dimas

O Clube de Cinema da Bahia reunia, em sessões matinais aos sábados, universitários, estudantes secundaristas, intelectuais e futuros cineastas, entre eles Roberto Pires, Glauber Rocha e Guido Araújo. Foram longos anos de exibições no Cine Guarany (hoje o Glauber Rocha), com filmes de importância artística, obtidos pelo próprio Walter da Silveira, junto a diversas cinematecas ao redor do mundo.

Pierrot Le Fou

Clássico recentemente restaurado pela cinemateca francesa, Pierrot Le Fou, conduzido por um dos grandes nomes da nouvelle vague francesa, é mais um olhar de desconstrução narrativa de Godard. O enredo gira em torno de Ferdinand Griffon, que, cansado de sua monótona vida burguesa, foge com Marianne, uma mulher que já foi sua amante no passado. Na casa dela, eles encontram um corpo, o que faz com que os dois fujam em direção ao sul da França. Nesse processo, eles seguem em busca de experiências que a sociedade francesa, em virtude de seus preconceitos e valores, não pode oferecer.

Serviço:

Lançamento do Cineclube Walter da Silveira

Onde: Sala Walter da Silveira, Complexo Cultural dos Barris

Quando: 22.7, quarta-feira, 19h

Programa: Exibição de Pierrot Le Fou, de Jean-Luc Godard. Debate com Adalberto Meirelles

Ingresso: Gratuito