Contra o Campinense, Bahia tenta apagar fantasma na estreia da Copa do Brasil

Foto : Divulgação/ECB/Felipe Oliveira

COMPARTILHE:

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no google
Compartilhar no email

Um milhão e setecentos mil reais. Esse é o valor que o Bahia planeja arrecadar, no mínimo, com a Copa do Brasil em 2021. Para que tal quantia caia nos cofres tricolores, a equipe precisa avançar até a terceira fase, como está especificado no planejamento do clube para 2021. Nesta terça-feira, 9, às 21h30, contra o Campinense (PB), fora de casa, o Esquadrão precisa ao menos de um empate para manter a meta em perspectiva. Caso isso ocorra, o clube já garante pelo menos R$ 1,15 milhão.

Como é jogo único, só uma derrota elimina o Bahia. Resultado que pode parecer improvável, visto que a Raposa está na Série D do Brasileirão. Mais: a única vitória dos paraibanos contra o Tricolor baiano ocorreu em 1962, pela Taça Brasil. No total, além desta derrota, são seis vitórias e cinco empates entre eles.

Porém, há uma sombra que paira sobre o Bahia que também precisa ser eliminada. Em 2020, em circunstâncias parecidas, o Esquadrão foi eliminado ao perder por 1 a 0 para o River-PI, na primeira fase. Na ocasião, o “vilão” foi o goleiro Douglas, que falhou no gol que decretou a eliminação.

Grana necessária

Como o presidente Guilherme Bellintani já deixou claro, o Bahia não vive bom momento financeiro. A pandemia de Covid-19 teve impacto caótico no orçamento de 2020. O clube previa arrecadação de R$ 179 milhões, e alcançou “apenas” R$ 132 milhões. Antes da reeleição, o gestor afirmou que o principal motivo de sua candidatura era a dívida acumulada, de R$ 20 milhões.

“Dos clubes de orçamento médio do Brasil, o Bahia foi um dos que mais sentiu, porque grande parte do faturamento é alocado na torcida, na presença no estádio e no sócio Acesso Garantido. Lembrando que a gente chegou a bater 34 mil acessos garantidos antes da pandemia. Desenvolvemos o orçamento de 2020 lastreado neste número. Mesmo tendo a permanência muito grande de sócios que entenderam a necessidade, tivemos uma perda significativa, somado à queda do mercado, mercado comprador de atletas e a redução de faturamento em bilheteria. Vimos um déficit no orçamento de 2020 que carregamos para 2021. Vai ser um ano de situação financeira delicada”, disse Bellintani, na entrevista coletiva em que explicou o planejamento para o ano.

Isso também influencia diretamente na montagem de elenco para esta temporada. Com sete peças saindo antes da equipe principal entrar em campo, as reposições são prioridade, visto que o próprio técnico Dado Cavalcanti assumiu que essa não é a situação ideal para iniciar um trabalho.

“Sem dúvida, não vamos fazer grandes investimentos, salários de 400 mil, comprar jogadores. E isso requer mais competência e habilidade para identificar jogadores que sejam financeiramente abaixo do que a gente investia, mas com condições técnicas, barriga vazia, para querer fazer história dentro do clube”, ponderou o presidente, também durante a coletiva.

Uma das peças que já foi contratada e pode estrear é o volante Pablo. Ele participou do treinamento na Cidade Tricolor. Gilberto, que está em fase de transição física, também deve aparecer como titular.

Outro jogador que o Bahia espera contar nas fases seguintes da Copa do Brasil, caso avance, é Guilherme Rend. O atleta está no Vitória, mas não jogará na estreia do Leão pela competição. Sendo assim, ainda pode entrar em campo pelo Tricolor, que está em negociação com ele.

Profissionalização merecida

Na segunda-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Bahia anunciou a profissionalização de todas as mulheres que fazem parte da equipe feminina do clube. “Agora, nossas atletas passarão a ter direito a férias remuneradas, FGTS e 13º salário, além das proteções legais específicas da lei geral do desporto”, escreveu o Esquadrão, em carta para as “Mulheres de Aço”, que disputarão a Série A1 pela primeira vez.

Fonte: A Tarde