Delegado da PF revela detalhes da Operação Kariri em Feira de Santana

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O delegado da Polícia Federal, Diego Gordilho, revelou detalhes da Operação Kariri, deflagrada nesta quarta-feira (21) em parceria com o Gaeco/MP-BA, que desarticulou uma organização criminosa envolvida em tráfico de entorpecentes e lavagem de dinheiro no município.

De acordo com o delegado, as investigações iniciaram no ano de 2019, após a prisão em flagrante de quase uma tonelada de entorpecentes. Posteriormente, a linha investigativa levou à identificação de uma família natural de Pernambuco que cultivava drogas em fazendas no município de Feira de Santana.

“A operação teve início a partir de uma prisão em flagrante delito e apreensão de quase uma tonelada de entorpecentes. Após isso, foi iniciada uma linha investigativa para entender a estrutura da organização criminosa”, disse o delegado.

Diego Gordilho revelou que pessoas eram usadas como “laranjas” para movimentar o dinheiro ilícito das vendas de entorpecentes. Além disso, a família por trás da organização criminosa tentava ocultar o superfaturamento dessas vendas adquirindo imóveis de alto padrão em Feira de Santana.

“No curso da investigação, foi possível notar que a organização criminosa buscava ocultar e dissimular a origem ilegal do ilícito com a aquisição de imóveis de alto valor, muitos deles aqui na região de Feira de Santana. Eram utilizadas pessoas ‘laranjas’, de forma consciente, para movimentar todo esse dinheiro”, revelou o delegado.

Ao todo, cinco pessoas foram presas: três em Feira de Santana, uma em São Paulo e outra em Brasília. Durante as prisões na cidade baiana de Ibotirama, uma pessoa entrou em confronto com os agentes da Polícia Federal e não resistiu aos ferimentos.
“Dos seis mandados de prisão preventiva expedidos pelo juiz, uma das pessoas entrou em confronto com a polícia e não resistiu aos ferimentos”.

Balanço da operação

A operação ocorreu em quatro estados: Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo e Bahia. Resultou em:

– Apreensão de cinco armas.

– Apreensão de quatro veículos.

– Sequestro de cinco fazendas.

– Sequestro de seis apartamentos.

– Cinco pessoas presas.

– Um caso de auto de resistência (uma pessoa morreu em confronto com a polícia).

– Bloqueio bancário no valor aproximado de R$ 50 milhões.

– Apreensão de entorpecentes

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