Educação financeira nas escolas: por que inserir na grade curricular?

Foto: Reprodução/SMPE
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O número de famílias brasileiras endividadas alcançou seu maior nível do ano em agosto: 62,7%, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Se por um lado a população adulta é a grande protagonista dessa história, por outro, as crianças devem ser o foco, educando-as financeiramente para a formação de uma sociedade mais consciente e sustentável num futuro próximo.

E a melhor maneira de englobar diversos públicos de uma só vez, tornando o processo mais eficiente, é inserindo a educação financeira na grade curricular das escolas. Assim, crianças, jovens e adultos (corpo docente, pais/responsáveis e comunidade) têm a oportunidade de aprender como utilizar e administrar os recursos financeiros, sendo que, para cada faixa etária, há um material próprio e uma linguagem apropriada, para melhor entendimento e aproveitamento das informações.

Foto: Reprodução/SMPE
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Diante do cenário de crise e instabilidade, empresas que oferecem esse tipo de serviço já sentem a mudança e uma procura maior sobre o assunto pelas instituições de ensino. “Estamos com uma demanda muito grande nas implantações de projetos de Educação Financeira em escolas particulares, treinando professores para serem disseminadores desse conteúdo”, explica Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira, empresa pioneira no ramo.

De ano passada para este ano, o número de escolas adotantes do Programa de Educação Financeira nas Escolas saltou de 1200 para 1500. Parcerias de projetos sociais foram firmadas com instituições do gabarito da Bradesco, Vila Sésamo e Metlife, além de inserir o material didático e paradidático em escolas estaduais e de prefeituras.

Por que inserir o assunto nas escolas?

• O crescimento e o desenvolvimento de uma sociedade dependem também de educar financeiramente os cidadãos, ensiná-los a controlar seus recursos e respeitar seu orçamento;
• Mais do que instruir sobre como administrar seus bens, a educação financeira promove uma mudança de comportamento e de velhos hábitos com relação ao uso do dinheiro;
• Para mudar a situação dos endividados, somente com educação financeira, que deve ser ensinada, especialmente, nas escolas (do Ensino Infantil ao Médio), pois o que as crianças e jovens aprendem no colégio levam para dentro de casa, contaminando os pais e familiares com esses princípios;
• Tem-se muita informação sobre macroeconomia; no entanto, quando se trata de microeconomia, pouco se sabe;
• Um dos postos-chaves é a questão de poupar. Guardar dinheiro é a prática que permite a realização dos sonhos, que é outro tema que não recebe a importância que merece;
• A educação financeira dialoga diretamente com os conteúdos das disciplinas formais ensinadas nas escolas;
• Com a linguagem adequada para cada faixa etária, é possível mostrar aos alunos como lidar com as finanças do dia a dia, se planejar, poupar para os sonhos e conquistar a independência financeira;
• As escolas que adotaram a educação financeira em currículo relatam não apenas benefícios para os alunos, como nos pais e professores;
Há também os benefícios para a própria escola, que, além de se destacar no mercado por oferecer um ensino diferenciado, pode ter a inadimplência reduzida ao estender o ensinamento para os pais.