Em ritmos diferentes, dupla Ba-Vi se prepara para mais um clássico

Foto: Felipe Oliveira

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Assim como todo o mundo, a dupla Ba-Vi sofre nas mãos da pandemia de Covid-19. O Leão, que antes já estava em crise financeira, teve seu problema agravado. O Bahia, que projetava o maior orçamento da história do Nordeste em 2020, arrecadou quase R$ 50 milhões a menos do que o esperado.

Do lado rubro-negro, porém, o buraco foi mais embaixo. O planejamento para 2021 não pôde incluir, como ocorreu no ano passado, a equipe de transição. O calendário apertado mistura Campeonato Baiano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil. Tudo sendo disputado com o mesmo elenco. Nesta quarta-feira, 17, o Ba-Vi do Baianão marcará a sétima partida do Vitória na temporada. Só no mês de março, serão, ao todo, oito jogos.

Vale lembrar que o Leão ainda tem dois confrontos pelo Baianão que foram adiados. A decisão da Federação Bahiana de Futebol (FBF) foi motivada por surtos de Covid-19 em adversários do Rubro-Negro: Vitória da Conquista, pela segunda rodada, e Jacuipense, pela quarta. Como a entidade vai alocar os confrontos dentro do prazo que se encerra a primeira fase do certame, o Vitória ainda tem duas partidas para encaixar no calendário.

Enquanto isso, no lado tricolor da capital baiana, as coisas estão mais “tranquilas”. Pelo menos no aspecto físico. Com a garantia do time de transição, apesar da situação financeira, o Bahia pôde descansar entre as temporadas 2020 – que terminou em 25 de fevereiro – e 2021 – que começou em 21 de fevereiro.

Os aspirantes, inclusive, já jogaram campeonato de “time principal”. A estreia da Copa do Nordeste, contra o Salgueiro, marcou o único triunfo do Tricolor no torneio. Na quarta, eles estarão em campo no segundo Ba-Vi do ano. No primeiro, deu Vitória, pelo placar de 1 a 0. No Baianão, os dois clubes estão fora da zona de classificação para a semifinal. O Bahia tem quatro jogos disputados. O Vitória tem dois.

Existe solução?

Para amenizar o cansaço da maratona de jogos, o preparador físico Ednilson Sena diz que o elenco tem que seguir um ritmo específico de programação. O clube perdeu para o Ceará pela Copa do Nordeste no dia 6 de março. Depois, teve que viajar sete horas até a cidade de Rio Brilhante, onde bateu o Águia Negra pela Copa do Brasil no dia 9. Voltou para Salvador para jogar o Ba-Vi no dia 13 e, nesta quarta, 17, às 18h, enfrentará novo Ba-Vi.

“A gente começa a trabalhar logo após o jogo. Tentamos alimentar o mais rápido possível, dando suplementos. Nesta segunda, é a fase do CK. É extraída do atleta uma quantidade de sangue para ver o desgaste físico das fibras musculares. Isso se dá entre 24 e 48 horas. Nesta terça eles farão uma atividade mais moderada. Para os que vão jogar, fazemos uma atividade menor. Quem fica no banco faz uma atividade mais moderada. Quem não está na relação treina um pouco mais”, discorre.

Ednilson complementa ressaltando a importância de um elenco mais recheado para tornar possível essa sequência. “O Vitória vem armando uma equipe com até 3 atletas por posição. Então com os dados de jogo a jogo nossa equipe vem sentando e analisando caso a caso”, afirma.

Aprendizado

Do lado do Bahia, o volante Raniele destacou, na segunda-feira, 15, em entrevista coletiva, que a derrota no clássico teve um “lado positivo”. “Deu para estudarmos um pouco a equipe do Vitória e saber onde erramos no jogo de sábado e poder corrigir nesse jogo de quarta-feira”, ponderou.

Com apenas quatro pontos conquistados em quatro jogos no Baianão, o Tricolor está em quinto, fora da zona de classificação para a próxima fase. Caso perca, a equipe terá apenas cinco partidas para reagir na competição. Vale lembrar que o Tricolor defende o tricampeonato baiano.

Fonte: A Tarde