Empresas de ônibus intermunicipais enfrentam grave crise com a pandemia de covid e o transporte clandestino

COMPARTILHE:

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no google
Compartilhar no email

As empresas de ônibus intermunicipais na Bahia enfrentam uma crise sem precedentes, devido, principalmente, à pandemia de vovid-19. O setor chegou a ficar 6 meses seguidos sem operar no estado.

Mas a crise não é apenas gerada pelos reflexos da pandemia de covid. Antes mesmo as empresas já enfrentavam um “inimigo” devastador: a clandestinidade.

O Olá Bahia teve acesso a um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), celebrado entre as empresas, através da ABEMTRO, a AGERBA e o Ministério Público da Bahia em 2015, quando foram renovadas as concessões e permissões de exploração por 7 anos.

O TAC determinava obrigações a serem cumpridas entre a AGERBA e ABEMTRO – entidade representante das empresas de transportes.
Entre os principais pontos celebrados no TAC estavam: A ABEMTRO deveria, no decorrer desses 7 anos, renovar frota, investir em instalações e tecnologia como telemetria e informatização de vendas de passagens.

Já a AGERBA, representante do governo estadual, deveria contratar mais fiscais para combater o transporte clandestino e autorizar os aumentos tarifários anualmente, corrigindo os aumentos de custo, como mão de obra e combustíveis.

As empresas cumpriram o cronograma até o início da pandemia – março de 2020 – e a AGERBA nada cumpriu. “Não combateu o transporte clandestino e os aumentos de tarifa, além de muito atrasados foram abaixo dos índices calculados pela própria AGERBA”, afirmam empresários do setor em uma nota enviada ao Olá Bahia e ao Programa Jornal TransBrasil.

“Isso acarretou um prejuízo enorme ao segmento de transportes no decorrer desses anos, agravando a crise ainda mais com a pandemia, onde as empresas foram totalmente proibidas de operar nos 6 primeiros meses da pandemia, mais uma vez privilegiando o livre trânsito do transporte clandestino”, diz a nota dos empresários.

“O setor de transportes vive seu pior momento. As empresas estão sem conseguir honrar seus compromissos, até mesmo com a folha de pagamento, por tudo mencionado acima, somado a um aumento abusivo nos preços dos combustíveis desde o começo desse ano”, pontua a nota.