Universidades baianas estão se deteriorando

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Corte nos recursos para manutenção das universidades; falta de políticas de permanência estudantil; risco eminente de fechar o restaurante universitário; remanejamento de vagas das classes de professor auxiliar e assistente, para as classes de adjunto, titular e pleno; além de não consegui cumprir o pagamento das empresas terceirizadas; estes são uns dos problemas enfrentados pelas universidades estaduais da Bahia, inclusive a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), por conta do intenso corte verbas que o governo do estado tem imposto às instituições ao longo dos anos.

“O eixo principal do nosso impasse com o governo é a questão orçamentária para custeio e manutenção da universidade, o que gera um comprometimento significativo de várias atividades, além disso, não existe uma política de permanência estudantil. A universidade não consegue abrir mais vagas, e nem manter bolsas de estudos. Esses são problemas sobrevindos gradativamente há vários anos. A verba que o governo ainda repassa vem a conta-gotas. Não tivemos nenhum avanço de proposta real com o governo”, explica Adroaldo Santos, suplente da secretaria da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs).

O estudante Yuri Cerqueira, demonstra preocupação com o futuro das universidades estaduais e a falta de verbas para custeá-las. “Vivemos a ameaça do fechamento do bandejão, se isso ocorrer estaremos prejudicados,  principalmente por que há estudantes que não têm condições financeiras de permanecer na instituição  e arcar com a alimentação. No entanto fizemos uma mobilização estudantil e o governo insiste e não nos atender, mas a universidade funciona para nós e nossas necessidades precisam ser ouvidas. Ou mobilizamos para defender educação ou ela vai para sozinha. Estamos solidários com a pauta de reivindicações, pois estamos vivenciando o deterioramento das universidades da Bahia”, ressalta Yuri.