Estudantes arrecadam equipamentos para ajudar brigadistas na Chapada

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Para ajudar os brigadistas que necessitam de equipamentos para combater as chamas na Chapada Diamantina, estudantes organizaram uma campanha de doação em Salvador e Feira de Santana. A Chapada está sendo atingida por incêndio há mais de uma semana e os brigadistas voluntários pedem ajuda parta combater as chamas.

Uma das organizadoras da campanha, a estudante de Humanidades, Rebeca Vicente, faz um apelo para a arrecadação de materiais. “A gente está precisando que a população se mobilize. É para salvar a natureza que é nosso futuro”, pede.

A campanha recebe materiais para combater o fogo, como botas e macacão anti-chamas, abafador, facão, corda, pilha e lanterna de cabeça, além de alimentos para os brigadistas. Conforme Rebeca Vicente, os postos de coleta na capital baiana são na Biblioteca Central e nas faculdades de Letras e Geologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), todas no campus de Ondina. Em Feira de Santana, estudantes recebem doações na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Faculdade Nobre (Fan). Rebeca Vicente informa que os interessados podem entrar em contato com os números (71) 98523-6532 e (75) 99193-5574.

Combate ao incêndio

Na terça-feira (17), um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) chegou à Chapada Diamantina para ajudar no combate ao fogo. A aeronave carregou 20 toneladas de material de apoio. A FAB atua ainda com 20 militares para colaborar com a ação. O avião da Força Aérea é capaz de comportar até 12 mil litros de água. Ao todo, são sete aviões e dois helicópteros que atuam no combate às chamas na Chapada. O governador Rui Costa sobrevoou a região.

O combate ao incêndio tem sido feito principalmente com apoio de brigadistas voluntários da região. O presidente da Brigada de Resgate Ambiental de Lençóis (Bral), Augusto Galinares, afirmou ao G1 que faltam equipamentos para que os voluntários possam combater às chamas.

“Estamos precisando de botas, meias, luvas. Nós trabalhamos nas piores condições, sem roupas adequadas. Contamos com facão, com as mãos, os pés, abafador, e as bombas em que carregamos 20 litros de águas nas costas. Estamos exaustos, mas estamos indo de novo”, afirma Galinares.

Este é o segundo grande incêndio registrado no Parque Nacional em menos de três meses. Em setembro, o fogo demorou uma semana para ser controlado e destruiu uma área de cerca de nove mil campos de futebol. Agora a estimativa inicial é de que cerca de dois mil hectares de vegetação tenham sido afetados.

Com informações do G1.

Foto de capa: Fabiana Carvalho/Arquivo Pessoal/G1.