Ex-Panteras Negras libertado após 43 anos

Albert Woodfox, que tem 68 anos, foi colocado em isolamento por ter participado de uma rebelião que matou um guarda (Foto: Reprodução / BBC)
Albert Woodfox, que tem 68 anos, foi colocado em isolamento por ter participado de uma rebelião que matou um guarda (Foto: Reprodução / BBC)

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Albert Woodfox, que tem 68 anos, foi colocado em isolamento por ter participado de uma rebelião que matou um guarda (Foto: Reprodução / BBC)
Albert Woodfox, que tem 68 anos, foi colocado em isolamento por ter participado de uma rebelião que matou um guarda (Foto: Reprodução / BBC)

O juiz James Brady no Estado americano de Louisiana, ordenou a libertação de Albert Woodfox, 68 anos, que esteve preso em uma solitária desde 18 de abril de 1972, por ter participado de uma rebelião que matou um guarda, mas até hoje ele nega qualquer envolvimento no crime.

Woodfox e outros dois homens foram colocadas na solitária na Penitenciária Estadual de Lousiana. Eles ficaram conhecidos como os Três de Angola (Angola Three), já que a prisão fica próxima de uma antiga fazenda de escravos chamada Angola.

Os outros dois homens – Robert King e Herman Wallace – foram libertados respectivamente em 2001 e 2013. Wallace morreu logo depois de ser libertado, enquanto aguardava um novo julgamento. A condenação de King foi anulada.

Inicialmente, os três foram presos por acusações de roubo. Woodfox e Wallace pertenciam aos Panteras Negras, um grupo formado em 1966 que militava por autodefesa dos negros contra o racismo e a violência policial. Durante todas essas décadas, os três negaram qualquer envolvimento com os roubos em questão e sustentaram que foram presos por crimes que não cometeram. Até a viúva do guarda morto se juntou ao movimento pedindo a libertação dos três acusados.

O juiz também proibiu a promotoria de acusar Woodfox novamente. Ele já tinha sido processado duas vezes pela morte do guarda, mas as duas condenações foram anuladas. Ainda assim, os promotores estaduais afirmaram que devem recorrer da decisão “para terem certeza de que esse assassino permaneça na prisão e seja responsabilizado por suas ações”.