“Fim melancólico, tínhamos de admitir a derrota”, diz Mourão sobre governo Bolsonaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) informou, durante entrevista ao UOL News da manhã desta segunda-feira (11), que o fim do governo Bolsonaro foi melancólico e que a derrota nas urnas deveria ter sido admitida.

Além disso, Mourão também destacou que o tenente-coronel Mauro Cid é considerado a parte mais frágil no processo contra o ex-presidente e defendeu o general Freire Gomes.

“Acho que o governo teve coisas muito boas e, no final, teve esse fim que considero melancólico. Não fiquei satisfeito com o final do nosso governo”, declarou o senador. Para Mourão, faltou o reconhecimento da derrota nas urnas nas eleições de 2022. Ele argumenta que, se a perda tivesse sido reconhecida, o retorno em 2026 seria “mais forte”.

“Tínhamos que ter reconhecido a derrota. Perdemos por pouco, mas perdemos. Tinha que ter dado uma resposta clara: perdemos agora, mas vamos melhorar para voltar mais forte em 2026. Acho que isso é do jogo democrático”, explicou.

O senador defendeu o ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, que, segundo ele, foi bem-sucedido ao manter a união do Exército. Por outro lado, ele expressou desacordo com as funções desempenhadas por Mauro Cid no governo, considerando-o a parte mais vulnerável no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder.

“Cid é a parte mais fraca neste processo. É um oficial jovem, brilhante, que conheço desde criança […] Tinha uma carreira extraordinária e estava pronto para ir para os Estados Unidos fazer um curso, quando Bolsonaro o chamou para ser ajudante de ordem. Ele teve uma série de funções que lhe foram dadas, que não concordava por ele ser um oficial da ativa participando de atividades políticas”, comentou.

“Não vejo questão de [Mauro Cid] entregar [Bolsonaro]. Ele é a parte mais fraca […] A carreira dele acabou, para a qual ele se preparou”,declarou.

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