Governo vê risco menor de Dilma sair do cargo

Dilma conseguiu ganhar algum fôlego com ações para barrar as movimentações pró-impeachment no Congresso. (Foto: Reprodução)
Dilma conseguiu ganhar algum fôlego com ações para barrar as movimentações pró-impeachment no Congresso. (Foto: Reprodução)

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Dilma conseguiu ganhar algum fôlego com ações para barrar as movimentações pró-impeachment no Congresso. (Foto: Reprodução)
Dilma conseguiu ganhar algum fôlego com ações para barrar as movimentações pró-impeachment no Congresso. (Foto: Reprodução)congre

Para o Palácio do Planalto diminuiu nas últimas semanas o risco de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) com base nas chamadas pedaladas fiscais, manobras contábeis usadas para melhorar as contas de 2014 que estão sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Na avaliação dos próprios opositores, Dilma conseguiu ganhar algum fôlego nas duas últimas semanas com ações para barrar as movimentações pró-impeachment no Congresso.

Mas o fato principal considerado para a reversão do cenário foi a denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, adversário do Planalto, por envolvimento no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato. Antes de ser acusado formalmente pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Cunha vinha atuando para limpar a pauta na Casa e abrir caminho para discussões das contas do governo de 2014, previstas para serem julgadas no TCU.

Em paralelo, Dilma conseguiu se reaproximar do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan é o mentor da Agenda Brasil, pacote de projetos lançado após setores empresariais e financeiros sinalizarem ser contra um processo de impedimento da petista. Além disso, desde o início de agosto, a presidente vem intercalando viagens pelo Brasil, reuniões com lideranças partidárias e entrevistas à mídia no intuito de mostrar ter condições de sair das cordas. (Com informações Estadão).