Grupo Gay alerta para imprudência nos relacionamentos íntimos

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Onze assassinatos com características homofóbicas este ano no estado acenderam outra vez o alerta vermelho no Grupo Gay da Bahia (GGB). A entidade chama a atenção para os riscos dos relacionamentos íntimos com pessoas de procedência desconhecida ou que não sejam conhecidas de amigos e vizinhos. “É preciso que aprendamos a nos defender”, afirma o presidente do grupo, Marcelo Cerqueira.

Ainda sem conclusão do inquérito policial, a morte do professor Deodarkson Aparecido Rêgo Pereira, 45 anos, na última segunda-feira (14), no seu apartamento em Amaralina, Salvador, chamou a atenção pelos requintes de violência com características homofóbicas, de acordo com o GGB. Conforme a Superintendência de Telecomunicações das Polícias (Stelecom), a vítima estava com as mãos e pés amarrados, o que indica que ele foi assassinado. Uma faca foi encontrada ao lado do cadáver.

Pelo estado de “gigantismo” do corpo, o crime ocorreu dias antes, mas somente na segunda-feira é que moradores do prédio perceberam e acionaram a polícia, que, através do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), está investigando o caso. Foi o segundo assassinato de homossexuais em setembro. A outra vítima foi o engenheiro Sérgio de Brito Domingos, 59 anos, encontrado morto dentro do banheiro do seu apartamento na Barra, em Salvador, na noite do último domingo (13).

Relatório

Segundo o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, antes mesmo da ajuda da polícia, o homossexual deve saber se proteger. “Essa proteção vem com a prevenção, sabendo o tipo de companhia que se quer e procurando conhecê-la antes de lavar para casa”, aconselha. Ele lembra que o relacionamento íntimo deve ser sempre cercado de algum tipo de precaução, “para saber se a companhia tem algum tipo de comportamento violento, homofóbico, que resulte em violência”.

Em 2014, o GGB contabilizou 326 mortes de gays, travestis e lésbicas no Brasil, incluindo nove suicídios. Um assassinato a cada 27 horas. Um acréscimo de 4,1 % em relação ao ano anterior, quando foram registrados 313 casos do tipo. Assim, o país continua sendo o campeão mundial de crimes motivados pela homo/transfobia. Conforme agências internacionais, 50% dos assassinatos de transexuais em 2014 no mundo foram cometidos no Brasil.

Quanto às capitais, São Paulo é, em termos absolutos, a metrópole onde aconteceram mais assassinatos: 16. Não sendo registrado nenhum crime em Macapá e apenas um em Porto Alegre, Aracaju, Curitiba e Boa Vista. João Pessoa é a capital mais perigosa, com 15,3 vítimas por milhão de habitantes, seguida de Teresina 11,9 e Cuiabá, 10,4. Inexplicavelmente, o município de Nova Iguaçu, no Paraná, com 4 assassinatos para 800 mil habitantes, superou o total de doze capitais mais populosas que registraram uma morte.

Com informações do site do jornal Tribuna da Bahia.

Foto de capa extraída do site Universo A.