Há 15 anos morria Michael Jackson

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25 de junho de 2009 ficará marcado para sempre como o dia da morte de Michael Jackson, a maior estrela da música pop de todos os tempos. O artista tinha 50 anos e se preparava para uma série de 50 shows na Arena O2, no Reino Unido, mas não resistiu à overdose de Propofol (um remédio fortíssimo a que recorria para conseguir dormir), ministrado por seu médico particular, o cardiologista Conrad Murray — tempos depois, ele viria a ser condenado por homicídio. A tarde daquela quinta-feira, há exatos 15 anos, se viu inundada com as manchetes sobre a morte do cantor de “Thriller”.

“Não consigo parar de chorar por causa dessa notícia triste. Sempre admirei Michael Jackson — o mundo perdeu um de seus grandes, mas sua música viverá para sempre. Meu coração está com seus três filhos e com os outros membros de sua famíila. Deus o abençoe”, declarou Madonna na ocasião.

Em fevereiro de 1996, Michael esteve em Salvador para gravar o clipe da música “They Don’t Care About Us”, com o grupo Olodum e arranjo percussivo do maestro Neguinho do Samba. O clipe tem locações também no Morro Santa Marta, no Rio de Janeiro. A chegada do rei do pop, que tanto influenciou o comportamento dos baianos, com seus passos e seu cabelo black power, especialmente na fase Jacksons Five, causou um inevitável alvoroço na cidade.

O artista veio trazido pelo diretor Spike Lee, cuja relação com o bloco afro se iniciou em 91. “Ele disse que iria ajudar o Olodum, porque nós trabalhavamos com crianças em dificuldade e ele mesmo tinha sido uma criança problemática”, conta o cantor Lazinho no filme “Axé – Canto do Povo de um Lugar”, de Chico Kertész.

Desde a mulher que fura o bloqueio da segurança, agarra e derruba o rei do pop nas pedras do Pelô, até o policial que ganhou destaque no clipe graças à mãozinha no ombro do artista, diversas personagens ficaram marcadas para sempre, desde então, uma vez que o videoclipe já acumula mais de 1 bilhão de visualizações só no YouTube.

O melhor exemplo é o músico Ubiraci Carvalho, aquele que, de tanto aparecer bem próximo ao cantor, às vezes erguendo o tambor e até mesmo sendo acompanhado por Michael na coreografia, rebatizou-se de Bira Bad-Boy para Bira Jackson. “Foi o dia mais bonito da minha vida”, disse ele também por ocasião da morte do artista que o tornou mundialmente conhecido.

A sacada do sobrado onde Michael aparece no clipe é visitada por baianos e turistas interessados em tirar uma fotinha para postar nas redes. Há até uma imagem do artista, em papelão, para incrementar a brincadeira. Há algum tempo, o proprietário do imóvel iniciou uma campanha de arrecadação para montar ali um memorial dedicado ao americano. O projeto não foi para a frente. Talvez porque o Pelourinho, que já não é mais aquele, tenha outras demandas mais urgentes.

Por Metro1

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