Jovem de 17 anos passa em 2° lugar em concurso do TRE

Ianh Martins enfrentou 7 mil concorrentes em prova para técnico judiciário (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)
Ianh Martins enfrentou 7 mil concorrentes em prova para técnico judiciário (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

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Ianh Martins enfrentou 7 mil concorrentes em prova para técnico judiciário (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)
Ianh Martins enfrentou 7 mil concorrentes em prova para técnico judiciário (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

Aos 17 anos e no segundo semestre do curso de Direito, o jovem Ianh Coutinho queria estabilidade financeira e por isso resolveu fazer o primeiro concurso público. Para tornar o sonho real e conquistar uma das quatro vagas ofertadas para a função de técnico judiciário do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), estudou oito horas por dia durante quatro meses. Resultado: venceu mais de 7 mil concorrentes e conquistou o 2º lugar do concurso. O salário do cargo de técnico judiciário do TRE chega a R$ 5.425,79.
“Quando comecei a estudar, não sabia nem como as questões de concurso eram feitas. Eu achava que era igual a vestibular. Então, primeiro entendi como funcionam essas provas e depois que aprendi a resolver prova de concurso, comecei a estudar as matérias cobradas pelo edital”, disse Coutinho.

A surpresa veio quando achou o nome na lista dos aprovados. “Foi incrível. Toda a minha família chorou de emoção”, afirmou o jovem que foi aprovado no vestibular de Direito aos 16 anos. “Na época, eu não tinha terminado o ensino médio e fui à Justiça para poder entrar no curso”.

Apesar da aprovação com louvor, Coutinho corre o risco de não ser empossado por causa da idade. “Farei 18 anos no dia 15 de setembro e a minha esperança é que dê tempo para eu tomar posse quando atingir a maioridade. Porém, se o Tribunal resolver chamar os aprovados antes dessa data, vou pedir à Justiça que me conceda o direito de ser empossado”, adiantou.

Se garantir o cargo, o jovem pretende passar alguns anos no trabalho até decidir qual carreira na área jurídica vai seguir. “Se eu conseguir tomar posse, vou permanecer no cargo, usar o salário para ajudar a minha mãe a pagar umas dívidas, terminar o curso e depois começar a fazer provas para o nível superior”.