Lula é aconselhado a dizer que não atacou judeus, mas governo de Israel

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Aliados e interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o político deveria vir a público para tratar novamente do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

Não para ceder ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mas para se dirigir à comunidade judaica no Brasil e no mundo – e dizer que, em nenhum momento, teve a intenção de atacar os judeus.

Na terça (20), o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, respondeu à altura os ataques de Israel ao presidente brasileiro – e vocalizados também pelo ministro israelense, Israel Katz.

Aliados de Lula avaliam que o presidente errou ao incluir a figura de Adolf Hitler e do Holocausto nas críticas a Israel. Também avaliam, no entanto, que agora não bastam notas oficiais, declarações de ministros e uma resposta dura de Mauro Vieira para reordenar o cenário.

O episódio ganhou uma dimensão interna que demanda, segundo esses interlocutores, uma nova fala pública do próprio presidente Lula. Para separar as coisas e, dizem, corrigir o “escorregão” do último domingo (18).

Em meio à repercussão, autoridades como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), defenderam Lula – mas alertaram que nada na história da humanidade se compara ao Holocausto.

Falas como essas reforçam a necessidade de Lula vir a público para tratar do tema, diminuir seu desgaste pessoal e deixar claro que o ataque no discurso de domingo tinha como alvo Netanyahu.

Caso contrário, o bolsonarismo vai continuar explorando o fato – espalhando o argumento de que, no fundo, Lula pensa exatamente o que disse: que os crimes de guerra de Israel na Faixa de Gaza podem ser comparados ao Holocausto.

“Só uma declaração pública de Lula poderá inverter o jogo. Enquanto só sua equipe diz, vai sempre parecer que Lula está evitando o tema”, disse um aliado ao blog.

Por g1

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