Manuela D’Ávila surge como morta no sistema do SUS

Manuela D'Ávila

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A ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) afirmou nesta terça-feira que consta como morta em seu cadastro no no Sistema Único de Saúde (SUS), a exemplo do que ocorreu com a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann. O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, também informou ontem que teve seus dados alterados na plataforma.

Manuela disse que seus dados não foram encontrados no dia em que foi se vacinar contra a Covid-19, em 7 de julho, quando foi imunizada com dose única. Na ocasião, segundo ela, os profissionais de saúde fizeram registro manual. O problema, no entanto, se deve ao fato de que seu cadastro aponta que estaria morta desde o fim de 2018.

“No dia em que fui me vacinar contra Covid-19, fiquei algumas horas na fila emocionada. Quando foram preencher meu cadastro não encontraram meus dados. Imaginei que podia ser algo relacionado à legislação sobre figuras politicamente expostas. Fizeram registro manual e disseram que ia demorar mais tempo para constar no Conectasus. Depois me lembrei do ataque hacker em que haviam mudado meu nome e de meu pai. Pois bem, aí está: eles me mataram depois do 1º turno da eleição de 2018”, escreveu a ex-deputada no Twitter, ao compartilhar uma imagem de seu cadastro alterado.

Manuela confirmou que só soube agora que o cadastro informava sua data de óbito, após uma fonte checar seus dados no sistema. Tanto seu nome como o de seu pai foram alterados na época em que a plataforma foi alvo de um ataque hacker, em 2019, o que já foi retificado. A ex-deputada afirmou que já estuda medidas legais. “Soube agora porque pedi para uma fonte checar nos dados. No ataque hacker, tinham mudado outros dados que já estão ok (nome dela e de seu pai). Agora me mataram”, disse D’Ávilla.