Municípios assinam protocolo de consórcio de saúde

Protocolo para formação de consórcio de saúde foi assinado nesta quarta-feira (23). Foto: Manu Dias/GovBa.

COMPARTILHE:

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no google
Compartilhar no email
Protocolo para formação de consórcio de saúde foi assinado nesta quarta-feira (23). Foto: Manu Dias/GovBa.
               Protocolo para formação de consórcio de saúde foi assinado nesta quarta-feira (23). Foto: Manu Dias/GovBa.

Prefeitos de nove municípios baianos do entorno de Paulo Afonso assinaram nesta quarta-feira (23), na Governadoria (Centro Administrativo da Bahia), protocolo para formação de consórcio de saúde com o estado. O objetivo principal é a construção de uma policlínica para atender 2,5 mil pacientes por mês, com investimento de R$ 17 milhões.

A unidade vai ser instalada, por decisão dos municípios, em Paulo Afonso, atendendo 250 mil habitantes da região – que inclui Chorrochó, Glória, Jeremoabo, Macururé, Rodelas, Santa Brígida, Abaré e Pedro Alexandre. Conforme o subsecretário estadual de Saúde em exercício, Carlos Emanuel Melo, a policlínica visa preencher uma lacuna existente entre a atenção básica e atendimentos de média e alta complexidades.

Cronograma

Após a assinatura do protocolo de intenções, é formada uma assembleia com as cidades participantes para a criação de um cronograma para implementação das policlínicas. É o próprio consórcio, diante das demandas dos municípios, que decide as especialidades médicas a serem ofertadas.

De acordo com o governador Rui Costa, o atendimento nas policlínicas será restrito a moradores das cidades que integram o consórcio. Os pacientes serão regulados pelo posto de saúde e encaminhados às unidades. “Será lugar de exame especializado, consulta especializada. Quero tudo de forma eletrônica: a pessoa já sai do posto com o procedimento impresso. O médico vai entrar no sistema e marcar uma tomografia, uma ressonância, e o paciente já sai de lá sabendo tudo”, detalha o governador.

Rui Costa disse que a previsão é que as policlínicas estejam em funcionamento a partir do início de 2017: “Já fiz topografia e sondagem em dois dos terrenos. Faltam mais dois. Concluindo esses dois, vamos soltar as licitações em janeiro (de 2016), e a sequência não depende só de mim, mas também do andamento da burocracia dos outros prefeitos. Espero que as empresas concluam até dezembro as obras para que até janeiro, fevereiro de 2017 esteja funcionando”.

Segundo o governador, o consórcio começa a funcionar antes da construção das policlínicas. “Há cidades com laboratórios centrais (Lacen) que o estado construiu. Em Paulo Afonso tem, exames são feitos lá, só que quem arca é Paulo Afonso. A ideia é que o Lacen vá para o consórcio, que vai administrar, contratar as pessoas e ratear as despesas. Queremos que o consórcio agregue tudo que for serviço regional”, declara Rui Costa.

Custo para manter policlínicas será dividido

O custo do funcionamento das policlínicas será rateado entre os municípios (60%) e o estado (40%). Entre as prefeituras, o valor será dividido proporcionalmente ao número de habitantes. Para o prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos, escolhido para presidir o consórcio, os moradores chegam a ir para Sergipe. “Vai ser um grande ganho. As pessoas, que às vezes precisam pegar a estrada, terão mais conforto e segurança com serviços de saúde próximos a onde moram. Isso faz toda a diferença”, pontua o prefeito.

Com informações do site do jornal A Tarde.