Paralimpíada de Tóquio terá 9 baianos representando o Brasil

09.08.21 - TAYANA MEDEIROS - Treino de Halterofilismo em Hamamatsu, cidade-sede da delegação Brasileira para aclimatação antes dos Jogos Paralímpicos de Toquio. Foto: Ale Cabral/CPB.
09.08.21 - TAYANA MEDEIROS - Treino de Halterofilismo em Hamamatsu, cidade-sede da delegação Brasileira para aclimatação antes dos Jogos Paralímpicos de Toquio. Foto: Ale Cabral/CPB.

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O “Comitê Olímpico Baiano” fez sucesso na Olimpíada de Tóquio. Com quatro medalhas de ouro e uma de prata, o estado poderia ter ficado na 21ª colocação do quadro geral se fosse um país. A partir de amanhã (24), nove atletas baianos terão a chance de brilhar em outro evento. Às 8h (de Brasília), acontece a abertura da Paralimpíada de Tóquio. 

A modalidade em que o Brasil é tricampeão olímpico está recheada de dendê. Melhor jogador do mundo em 2010, Jeferson da Conceição Gonçalves, o Jefinho, participou de todas as conquistas com a amarelinha, e segue estrelando a seleção favorita. O baiano perdeu a visão com apenas sete anos, após ser diagnosticado com glaucoma. Antes de chegar ao futebol de 5, específico para cegos, à exceção dos goleiros, o ala/pivô chegou a tentar natação e atletismo. 
 
Um dos companheiros do craque é Cássio Reis, nascido em Ituberá (BA), que joga como fixo. Apesar de não participar da conquista de Pequim-2008, ele esteve presente tanto em Londres-2012 como na Rio-2016, e ajudou a seleção brasileira nos títulos da Copa América (2009 e 2013), do Mundial da ISBA (2010, 2014 e 2018) e dos Jogos Parapan-Americanos (2011, 2015 e 2019). Um deslocamento de retina seguido de catarata tirou a visão de Cássio, aos 14 anos. 
 
Completa a lista de baianos do futebol de 5 o soteropolitano Gledson Barros. Ele conheceu a modalidade no Instituto de Cegos da Bahia (ICB), após perder a visão, aos 6 anos, por causa de uma atrofia no nervo óptico. Hoje ala/pivô da seleção brasileira, Gledson não esteve na Rio-2016, mas participou da conquista de Londres-2012. Também é bicampeão mundial e parapan-americano. 
Outra grande esperança de medalha para a Bahia e para o Brasil em Tóquio é Raíssa Rocha Machado. Ela foi medalha de ouro no lançamento de dardo dos Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019, e ainda está em busca de seu primeiro pódio olímpico. Com má formação congênita, a baiana se encontrou no esporte. Ela ainda tem medalhas de prata no Parapan-Americano de Toronto e no Mundial de Doha, em 2015, e um bronze no Mundial de Dubai, em 2019.  
 
Após perder os movimentos das pernas, por causa de um abcesso na medula, o médico Renê Pereira utiliza o remo para a reabilitação. Ele começou a competir profissionalmente na categoria Single Skiff PR1 em 2015, e já em 2016 conseguiu vaga nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, quando ficou com a sexta colocação. Em Tóquio, ele vai em busca de sua primeira medalha.  
 
No halterofilismo, Evânio Rodrigues tentará repetir o feito da Rio-2016. Na ocasião, ele foi o primeiro medalhista olímpico do Brasil na história da modalidade, após ficar de fora da Pralimpíada de Londres-2012 por apenas um quilo. Em 2017, ele foi medalha de bronze no Mundial, disputado no México. (BN)