Passam fome, neste momento de pandemia, mais de 5.500 pessoas pertencentes à classe cultural feirense

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Mais de 5.500 pessoas pertencentes à classe cultural e artística de Feira de Santana estão passando fome, sofrendo com a pandemia do coronavírus na cidade. A declaração foi de Edilson José Santos, conhecido como Billy Som, presidente da Associação dos Músicos de Feira de Santana, durante o uso da Tribuna Livre da Câmara Municipal nesta quinta (29).
Segundo ele, hoje é um dia histórico para os profissionais da área cultural. “Estar aqui nesta Casa é motivo de orgulho para mim, porque acompanho em tempo integral a vida dos profissionais da cultura e o sofrimento deles. Muitas famílias estão passando fome, mais precisamente 5.564 pessoas que precisam ser assistidas, dependem do setor cultural e de eventos para sobreviver. Essas pessoas estão sem perspectiva alguma, sem esperança de retornar ao trabalho, e agora em maio completa um ano e cinco meses que o setor cultural não consegue trabalhar. É indigno para qualquer ser humano viver nestas condições”, disse.
De acordo com Billy Som, aqueles que acompanham a vida da cidade, os acontecimentos dos últimos 20 anos, notam que a cultura de Feira está morrendo. “Tenho feito algumas pesquisas e comprovado que a cultura passa por um momento muito difícil. E essa pandemia veio para assolar, destruir a humanidade. Mas, felizmente, existem pessoas que se preocupam umas com as outras.
“Eu recorro agora ao sentimento que vocês, vereadores, carregam em seus corações para se sensibilizarem com esta situação. Existe uma calamidade pública no setor cultural. Qual é a categoria que vai conseguir viver durante um ano e cinco meses sem recursos financeiros e sem perspectiva de trabalho? Estamos pedindo que vocês abram os olhos para essa situação, para que o povo de Feira possa respirar”, pontuou.