Professores denunciam descaso do governo com Universidade

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Comissão chama atenção quanto à falta de interesse do governo do Estado em fechar um acordo com as categorias. (Foto: Olá Bahia)
Comissão chama atenção quanto à falta de interesse do governo do Estado em fechar um acordo com as categorias. (Foto: Olá Bahia)

Uma comissão formada por professores e servidores da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) se reuniu, na manhã desta quinta-feira (1º), para chamar atenção quanto à falta de interesse do governo do Estado da Bahia em fechar um acordo sobre a pauta apresentada pelas categorias. “Nossas reivindicações estão nas mãos do governo há muito tempo, e nenhuma solução nos é apresentada. Estamos querendo ajuda, por isso, estamos recorrendo a todos. O servidor público passa por problemas sérios de necessidade financeira, as universidades estão quase sendo fechadas por falta de verbas que não são liberadas pelo Governo da Bahia. Sem essas verbas não tem como custear a vigilância, os funcionários terceirizados e nem a limpeza da própria instituição”, conta Roquidea Silva, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau (Sintest/Uefs).

De acordo com a comissão, com a falta de retorno do governo o futuro da UEFS fica penalizado, por não ter como manter o funcionamento adequado da pesquisa e extensão, além dos cortes exagerados que estão aplicando à instituição. “Por falta desse corte de verbas as aulas e as pesquisas desenvolvidas são prejudicadas, além disso, algumas semanas atrás o reitor (Evandro do Nascimento Silva) teve que publicar uma circular que compromete toda a atividade administrativa da universidade por conta da falta de sinalização do governo em resolver a situação”, reitera a coordenadora de educação da UEFS, Daiana Alcântara.

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Professores contam que estão esquecidos propositalmente pelo governo (Foto: Olá Bahia)

O servidor da instituição, André Nobre, ainda completa que suplicam por uma mesa de negociação junto ao Estado, em contrapartida através de conversa informal alegaram que “nada poderia fazer além de se conformarem até o ano que vem. Período em que talvez algo poderá ser decidido”. Para André, esperar até 2016 é inviável para a universidade que foi deixada ano passado (2014) com um rombo de aproximadamente seis milhões, tendo que cobrir a dívida com o dinheiro deste ano. “Não temos até ano que vem, a UEFS está com os caixas em déficit! Os repasses deste ano cobriram dívidas do ano anterior. Fora isso, ele vem sendo cortado a cada mês, invés de ser aumentado tem é diminuído. O governo empurra as negociações e publica na imprensa que está negociando. Queremos solução para agora”, frisa.