Pode faltar soro antiveneno na Bahia

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Profissionais de saúde e pesquisadores estão preocupados com a redução de soros antivenenos na Bahia, que ocorre há pelo menos dois meses e faz com que os Núcleos Regionais de Saúde e gestores dos hospitais sejam orientados a racionar o uso dos antídotos. As substâncias são o único tratamento para picada de animais peçonhentos. O estoque mais afetado é o do antibotrópico para combater veneno de jararaca.

Os laboratórios responsáveis pela produção dos soros no país – Institutos Butantan e Vital Brazil, Fundação Ezequiel Dias (Funded) e Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos – pararam de produzi-los cada um em atendimento a uma solicitação de adequação das Boas Práticas de Fabricação feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A produção só não foi interrompida por completo porque os laboratórios se reuniram e decidiram fazer uma produção compartilhada.

Conforme Rejane Lira, coordenadora da Rede Nacional de Informação, Diálogo e Cooperação sobre Animais Peçonhentos e professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a Bahia é um dos estados que tem o maior número de acidentes com animais peçonhentos – segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) – e integra a lista das doenças negligenciadas da Organização Mundial de Saúde. Lira afirma também que os acidentes mais comuns no estado ocorrem com escorpião e jararaca, embora não precise a quantidade.

Com informações do jornal A Tarde.

Foto de capa: forum.outerspace.terra.com.br