Trans crucificada desmente boatos

(Foto: REUTERS/Joao Castellano )

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‘Ressuscitei no terceiro dia’, diz trans crucificada na parada gay (Foto: Reprodução / Instagram)

Viviany Beloboni, a trans que apareceu presa de braços abertos em uma cruz na 19ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) do último domingo (7), em São Paulo, desabafou três dias após a polêmica no seu perfil do Instagram. “Olá pessoal, tudo bem? Só para falar sobre essas fotos que estão dizendo (circulando) aí, eu não estou morta, estou bem viva. E agora ressuscitei mesmo no terceiro dia. Muita paz para vocês”, diz ela. Na legenda da publicação, Viviany ainda agradeceu as críticas e ameaçou. “Obrigada pelas críticas… Me fizeram ficar mais forte… Logo vocês que falaram mal de mim e distorceram minhas fotos e arte terão minha resposta”, prometeu ela.

Viviany ficou famosa quando durante o desfile da 19ª Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo, saiu em um dos 18 trios elétricos que fizeram a festa do público presente na Avenida Paulista para a parada, que teve como tema “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim: respeitem-me!”, inspirado na música tema de Gabriela, personagem criado por Jorge Amado.

A performance de Viviany, que estava “crucificada” como Jesus Cristo em um dos carros, causou polêmica. Grupos se manifestaram nas redes sociais, entre eles o deputado federal Marco Feliciano (PSC). “Imagens que chocam, agridem e machucam. Isto pode? É liberdade de expressão, dizem eles. Debochar da fé na porta denuda igreja pode? Colocar Jesus num beijo gay pode? Enfiar um crucifixo no ânus pode? Despedaçar símbolos religiosos pode? Usar símbolos católicos como tapa sexo pode? Dizer que sou contra tudo isso não pode? Sou intolerante, né?”, escreveu Feliciano no Facebook.

 

Foto de capa: REUTERS/Joao Castellano